segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Cartola (1976)


Segundo disco de Cartola, lançado pelo selo Marcus Pereira, em 1976. Foi um sucesso de crítica, o que não é de se espantar, pois o disco traz, entre outros sambas, "As Rosas Não Falam" e "O Mundo É Um Moinho" (gravação acompanhada ao violão do Guinga), que são obras-primas da música popular, além disso, temos "Minha", "Sala de Recepção", "Aconteceu", "Sei Chorar", "Cordas de Aço" e "Ensaboa".
Faixas

1. O mundo é um moinho
2. Minha
3. Sala de recepção
4. Não posso viver sem ela
5. Preciso me encontrar
6. Peito vazio
7. Aconteceu
8. As rosas não falam
9. Sei chorar
10. Ensaboa
11. Senhora tentação
12. Cordas de aço

Augustus Pablo - Earth's Rightful Ruler (1983)

Este álbum traz algumas canções inesquecíveis do mestre da melódica Augustus Pablo. Jamaicano envolvido desde os princípios com as movimentações do dub e do reggae na ilha, este trabalho traz canções diretamente conectadas com a cultura rastafári, várias delas completamente instrumentais, nas quais Pablo destaca sua habilidade no manejo da melódica e do sentimento. Reggae roots de primeira, destaque para "Rastafari Tradition", "Java" e "Lightning And Thunder".



1. Earth's Rightful Ruler
2. King Alpha And Queen Omega
3. Jah Love Endureth
4. Rastafari Tradition
5. Zion Hill
6. Java
7. Lightning And Thunder
8. Israel School Yard
9. City Of David
10. Musical Changes

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Airto Moreira - Virgin Land (1972)

Belo disco, com um som bem grooveado, uma mistura de música brasileira com funk e jazz. Além disso, há duas faixas compostas por Milcho Leviev, compositor búlgaro, nessas músicas podemos perceber uma influencia meio cigana, meio árabe, bem do leste do Mediterrâneo. Contamos aqui também com a presença da voz iluminada de Flora Purim. Muito som!


1 Stanley's tune
(Stanley Clarke)

2 Musikana
(Gabriel DeLorme)

3 Virgin Land
(Airto Moreira)

4 Peasant dance
(Milcho Leviev)

5 Lydian riff
(Milcho Leviev)

6 Hot sand
(Airto Moreira)

7 I don't have to do what I don't want to do
(Gabriel DeLorme - Airto Moreira)

Itamar Assumpção e Naná Vasconcelos - Isso vai dar repercurssão (2007)


Ultimo disco de itamar com outro grande da música brasileira, o percursionista internacionalmente reconhecido naná vasconcelos. O album junta dois expoentes da expressão negra brasileira em um moderníssimo album, arranjos simples e arrojados. As composições são de Itamar, mas em razão à morte do mesmo, o album foi concluido com arranjos de Paulo Lepetit. tambem participam Anelis Assumpção, Vange Milliet e Tata Fernandes cantando e Bocato no trombone. O CD é um resumo intenso das qualidades dos artistas.

1 Leonor
2 Cabelo Duro
3 Próxima Encarnação
4 Fim de Festa
5 Justo Você Berenice
6 Aculturado
7 Assim naná ensina

Mode Plagal - Mode Plagal III (2001)

Mode Plagal é um conjunto grego de música fusion, que vem neste seu terceiro disco em grande forma, mesclando sonoridades locais com influências de jazz, funk e outros. São 13 canções folclóricas, interpretadas (não-todas) pelas vozes das cantoras gregas Yiota Vei, Savina Yannatou, Eleni Tsaligopoulou e Theodosia Tsatsou. Um bom disco não somente enquanto world music, mas principalmente enquanto jazz-fusion.



1. A Night In Karpensia
2. Once, The Birds Confessed To Me
3. Deli Papas
4. Lerikos
5. Thracian Christmas Carols
6. Peristerouda
7. On Mavriano's Threshing Yard
8. Lads Across Your Neighborhood
9. Three Lads From Volos
10. Black Swallows
11. Lemnos
12. Little Moon
13. Demetro

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Duke Ellington, Charles Mingus & Max Roach - Money Jungle (1962)




A primeira surpresa desse disco é a sua formação. Duke Ellington surpreendeu o mundo do Jazz formando um trio com Charles Mingus e Max Roach, dois músicos que vieram da geração do bebop, tornando-se mais tarde precursores do free jazz, no início dos anos sessenta. Duke Ellington, músico que surgiu no swing dos anos trinta, foi uma espécie de pai de som para esses dois músicos, principalmente para Mingus, que tem em sua obra um claro diálogo com a obra de Duke. Além disso, o que você vai ouvir aqui é um som bem suave, agradável, apesar das harmoias complexas. Com composições lindas, a maioria de Duke Ellington, os três mestres criam uma sonoridade ímpar, mas muito bonita. Eu destacaria aqui todos os solos de piano de Duke e dois lindíssimos poemas musicais compostos por ele, as músicas "Fleurette Africaine" e "Solitude". Esse você não pode perder!

Charles Mingus - The Complete Town Hall Concert (1962)



Um maravilhoso disco ao vivo de Charles Mingus, com uma banda enorme, abençoada com grandes nomes, como o trompetista Clark Terryn, o saxofonista Eric Dolphin e, claro, o eterno Dannie Richmond na bateria. Aqui se encontram temas muito bem construídos, com arranjos surpreendentes, bem free jazz.. Talvez soe um pouco estranho, mas trata-se de um disco cheio de poesia, com destaques para a música Freedom, poema escrito por Mingus, contra o racismo, e para os trechos (únicos gravados com Mingus) de sua obra-prima "Epitaph" (uma das maiores peças de jazz já escritas, mais de duas horas de música). Também surpreendem os temas "My Search" e "Portrait" (música também gravada no disco "Mingus Plays Piano", sob o título de "Little Portrait"). Um disco fantástico de jazz, que se manteve esquecido por anos, só vindo ser descoberto em 1993.


Músicos:

(trompete) Snooky Young, Ernie Royal, Richard Williams, Clark Terryn, Eddie Armour, Lonnie Hillyer, Rolf Ericson
(trombone) Quentin Jackson, Britt Woodman, Jimmy Cleveland, Willie Dennis, Eddie Bert, Paul Faulise
(sax alto) Eric Dolphy, Charles McPherson, Charlie Mariano, Buddy Collette
(oboe) Romeo Penque
(sax tenor) Zoot Sims, George Berg
(sax barítono) Jerome Richardson, Pepper Adams
(clarineta baixo e clarineta) Danny Bank
(piano) Jaki Byard, Toshiko Akiyoshi
(guitarra) Les Spann
(baixo) Charles Mingus, Milt Hinton
(bateria) Dannie Richmond
(vibrafone, percussão) Warren Smith
(percussão) Grady Tate
(arr.) Melba Liston, Bob Hammer, Gene Roland


Faixas:

1. Freedom - Part One
2. Freedom - Part Two (aka Clark In The Dark)
3. Osmotin'
4. Epitaph - Part One
5. Peggy's Blue Skylight
6. Epitaph - Part Two
7. My Search
8. Portrait
9. Duke's Choice
10. Please Don't Come Back From The Moon
11. In A Mellotone
12. Epitaph - Part One (alternate take)

Beastie Boys - The Mix Up (2007)

O mais recente álbum dos Beastie Boys traz levadas pesadíssimas quando o quesito é groove. São 12 faixas instrumentais nas quais os três MC's mostram suas habilidades musicais, que já vinham se manifestando há muito em faixas espalhadas em outros discos. Auxiliados ainda por Alfredo Ortiz e pelo multi-instrumentista Mark Nishita, verdadeira entidade musical viva. A produção do disco e a direção de arte também são assinadas pelos Beastie Boys, e os resultados são impressionantes. Baixe, conheça, se gostar compre! Pérola digna de se ter em casa, seja no formato CD ou LP.
Para os mais acostumados com o rap insano ou as influências punk-hardcore, esse disco passa por caminhos um tanto distantes. Nestes instrumentais, as palavras de ordem são funk, psicodelia, experimentalismo e muito groove, percorrendo os ouvidos numa viagem intensa por marcantes brisas sonoras.

1. B For My Name
2. 14th St. Break
3. Suco de Tangerina
4. The Gala Event
5. Eletric Worm
6. Freaky Hijiki
7. Off The Grid
8. The Rat Cage
9. The Melee
10. Dramastically Different
11. The Cousin Of Death
12. The Kangaroo Rat

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Baden Powell e Vinicius de Moraes - Os Afro-Sambas (1966)

Considerado um dos mais importantes discos da música brasileira, os afro-sambas de Baden e Vincius sem dúvida são marcantes não somente no contexto em que foram criados e lançados mas até hoje, em termos culturais e musicais.
A influência das crenças de origem africana, candomblé e umbanda, explicitada nas homenagens a orixás nos títulos das músicas e expressada também nas idéias trazidas nas letras, se mescla às sonoridades do samba carioca, resultando num belo trabalho em termos melódicos, rítmicos, harmônicos e culturais.
Além do brilhante Baden Powell estourando a potência de suas cordas e do poeta Vinicius cantando, destacam-se também os arranjos e regência do genial compositor Guerra-Peixe e a participação vocal do grupo Quarteto em Cy.

1. Canto de Ossanha
2. Canto de Xangô
3. Bocochê
4. Canto de Iemanjá
5. Tempo de Amor
6. Canto do Caboclo Pedra Preta
7. Tristeza e Solidão
8. Lamento de Exú

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Spok Frevo Orquestra - Passo de Anjo (2004)

Embora o grupo tenha suas origens pelos idos de 1996, é de 2004 este lançamento marcante que traz releituras de antigos sucessos do frevo e algumas composições novas de Spok e João Lyra. Muito elogiado pela crítica, este álbum traz a linguagem do tradicional ritmo do frevo apresentada de forma intensa, de tirar o fôlego. Influências do jazz são nítidas, na estrutura dos arranjos e nos improvisos dos talentosos 18 jovens músicos que compõem a orquestra liderada pelo maestro Spok.

1. Passo de Anjo
2. Ponta de Lança
3. Nino, o Pernambuquinho
4. Ela Me Disse
5. Frevo da Luz
6. Mexe Com Tudo
7. Frevo Sanfonado
8. Nas Quebradas
9. Pontapé
10. Lágrima de Folião
11. Frevo Aberto

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