quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Minas - Milton Nascimento (1975)


Milton Nascimento já havia causado uma forte impressão na MPB nos anos 60 com o seu Clube da Esquina, mas atingiu uma maior popularidade após esse álbum de 75. Minas é considerado um disco conceitual pela repetição do tema (derivado de uma melodia indígena), desse ponto de partida as letras e composições mantem uma continuidade e o resultado é um trabalho muito consistente, que deve ser ouvido de uma vez só (na minha opinião ele é ótimo para acompanhar viagens de carro).



1. Minas
2. Fé Cega, Faca Amolada
3. Beijo Partido
4. Saudade dos Aviões da Panair (Conversando no Bar)
5. Gran Circo
6. Ponta de Areia
7. Trastevere
8. Idolatrada
9. Leila (Venha Ser Feliz)
10. Paula e Bebeto
11. Simples
12. Norwegian Wood
13. Caso Você Queira Saber


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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mestre Ambrósio - Terceiro Samba (2001)

Terceiro Samba é o último disco da banda pernambucana Mestre Ambrósio. Grupo marcante do movimento mangue, enquanto os outros grupos da cena se guiavam por caminhos variados geralmente relacionados às influências do rock, do punk, do reggae e outros gêneros do mundo, Mestre Ambrósio se marca pela fidelidade aos ritmos e gêneros tradicionais pernambucanos, como o côco, os maracatus de baque virado e baque solto, ciranda e poesia cantada.
Num trabalho impecável de pesquisa e vivência, Terceiro Samba traz canções em ritmos variados, numa linha que tende mais à tradicionalidade que os outros discos (nos quais ainda se via um tanto presentes as guitarras, teclados e efeitos), explorando ritmos também além de Pernambuco, como o samba "Saudade". Como terceiro e último trabalho do grupo, vale a pena principalmente por ser um trabalho maduro e de alto nível dentro de sua proposta.

1. Caninana
2. Povo
3. Vida
4. Gavião
5. Coqueiros
6. Fera
7. Carneirinho
8. Saudade
9. Sóis
10. No Bojo da Macaíba
11.Espírito da Mata
12. Cabocla (Vinheta)
13. Mestre Guia
14. Lembrança de Folha Seca
15. Sóis (Marcha)

Mestre Ambrósio é (era):
Siba - Voz e rabeca
Eder "O" Rocha - Percussão
Helder Vasconcelos - Percussão e fole de oito baixos
Mazinho Lima - Baixo e triângulo
Sérgio Cassiano - Voz e percussão
Maurício Alves - Percussão

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Aracy Cortes, Clementina de Jesus, Conjunto Rosa de Ouro - Rosa de Ouro (1965)


"Entre os muitos acontecimentos ocorridos nos anos sessenta que mudariam a face da música popular brasileira, estão as produções de espetáculos que se tornaram antológicos, como o Opinião onde se fundia a música urbana da zona sul carioca com Nara Leão, o samba de Zé Kéti e a música nordestina representada por João do Vale. Num outro momento tínhamos um grupo de artistas que se confraternizavam em pequenas apresentações no bar Zicartola, de propriedade do sambista mangueirense Cartola e de onde sairiam novos talentos que ajudariam na maturação da música popular como o elemento cultural mais representativo daquele período. Dessas noitadas no Zicartola surgiu a idéia de se realizar um show onde essas novas promessas fossem apresentadas ao grande público juntamente com artistas já consagrados, nascia então o projeto Rosa de Ouro idealizado por Hermínio Bello de Carvalho. Estreando em 1965 no Teatro Jovem o espetáculo Rosa de Ouro visava principalmente apresentar toda a verdadeira grandeza do samba de morro em sua manifestação mais pura. O show começava com cinco sambistas, todos vestidos de branco, usando cada um na gravata a cor de sua escola de samba. Num cenário no qual aparecia uma pequena mesa de bar, os artistas iam cantando e se identificando junto à platéia. Eram eles: Elton Medeiros, da Escola de Samba Unidos de Lucas; Jair do Cavaquinho, da Portela; Anescar, do Salgueiro; Nelson Sargento, da Mangueira e ainda da Portela o garoto Paulinho da Viola em início de carreira. No elenco ainda tínhamos a veterana Aracy Cortes, artista que reinara absoluta no palco dos teatros da Praça Tiradentes nas décadas de vinte e trinta e que retornava as apresentações públicas depois de um longo afastamento. Porem o acontecimento mais importante do Rosa de Ouro, foi ter revelado para o Brasil uma grande intérprete recentemente descoberta por Hermínio Bello de Carvalho e que iria revolucionar os conceitos interpretativos tradicionais do samba, mostrando toda uma cadência impregnada de pureza e plena identificação com suas raízes africanas, seu nome, Clementina de Jesus. O espetáculo ficou vários meses em cartaz no Rio e em São Paulo, onde alcançou também enorme sucesso. Tão vitorioso que dois anos depois, em 1967 retornava ao palco do Teatro Jovem com os mesmos artistas, fazendo outra temporada em São Paulo e na Bahia, onde se apresentaram no Teatro Castro Alves com o êxito de sempre. No intuito de deixar registrada para a posteridade uma página tão importante da música popular brasileira a Odeon lançou ainda em 1965 um LP contendo os melhores momentos do show, onde podemos apreciar a performance de um Paulinho da Viola estreando timidamente e já demonstrando todo o vigor de seu talento, Aracy Cortes em impressionantes interpretações como em Ai ioiô, de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto, música essa que foi o primeiro samba canção brasileiro e por ela gravada em 1929 na Parlophon, Rouxinóis, de Lamartine Babo e o clássico Jura, de Sinhô, por ela também gravada em 1930. Outro momento fabuloso são as interpretações de Clementina de Jesus, em Benguelê, Boi não berra, Siá Maria Rebolo e Maparema, canções de origem folclórica, que são precedidas por Clemetina, cadê voce? de Elton Medeiros que o grupo de sambistas canta chamando a rainha negra para o palco. Reviver esses momentos do Rosa de Ouro é poder verificar a verdadeira música popular, num momento histórico em que buscava reafirmar sua tradição através de um processo de resistência cultural que iria marcar profundamente os novos rumos que seriam por ela percorridos, e que seriam fundamentais para sua afirmação como um dos elos mais importantes da formação de nossa nacionalidade. É importante salientar que a segunda temporada do Rosa de Ouro em 1967 também foi agraciado com um LP novamente gravado na Odeon, confirmando a qualidade e a perenidade do espetáculo."

(Luiz Américo Lisboa Junior)

Clementina de Jesus (1966)


Clementina de Jesus da Silva (Marquês de Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987) . Também era conhecida como Tina ou Quelé. Nascida no interior do estado do Rio, mudou-se com a família para a capital do estado, radicando-se no bairro de Osvaldo Cruz. Lá presenciou o surgimento e crescimento da escola de samba Portela, freqüentando desde cedo as rodas de samba da região. Nos anos quarenta se casou e se mudou para o bairro Mangueira.Foi empregada doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963. Desde então gravou discos repletos de músicas folclóricas, como sambas, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira. Sua voz não obedece aos padrões estéticos, porém impressiona, com um timbre muito grave. Esse disco vem com sambas lindíssimos, com destaques para as jóias"Barracão é Seu", "Coleção de Passarinhos", "Orgulho, Hipocrisia", "Essa Melodia" e o famoso "Cangoma Me Chamou". Disco imperdível.

Egberto Gismonti - Trem Caipira (1985)


Egberto Gismonti é um dos grandes virtuoses da música popular brasileira, tendo estudado piano, violão, clarinete, flauta e música dodecafônica, além de flertar com os mais diversos estilos: do jazz à música erudita contemporânea à música eletrônica.
Em Trem Caipira, Egberto recria composições de Heitor Villa-Lobos buscando, mais do que apenas interpretá-las a sua maneira, inseri-las num contexto diferente, experimentando com diversos estilos e instrumentos.
A instrumentação inclui samples, 13 tipos diferentes de sintetizadores, instrumentos regionais, flauta, sax, violoncelo (pelo grande Jacques Morelembaum) e uma orquestra. Destaque para o quase synthpop de Cantiga e para as belíssimas interpretações de Bachiana No.5 e Prelúdio.

01 O Trenzinho Do Caipira
02 Dansa
03 Bachiana No.5
04 Desejo
05 Cantiga
06 Canção do Carreiro
07 Prelúdio
08 Pobre Cega

Nivaldo Correa – Saxofone Soprano
Bernard Wistraete – Flautas
Jacques Morelembaum – Violoncelo
Gungao – Kalimba
Pita Filomena – Assoviador
Alexandre do Bico – Flautinha do Chaplin
Ge Mima – Xilofone
Bibi Roca – Bateria
Orquestra Transarmonica D’Amla de Omrac

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Thelonious Monk - Brilliant Corners (1956)


Monk apresenta sua banda com ninguem menos que Sonny Rollins no sax tenor, Max Roach na bateria e Oscar Pettiford no contrabaixo. A música Brilliant Corners levou mais de 20 takes para conseguir ser gravada, e mesmo assim precisou de um frankstein entre as versões para fazer a que Monk queria. A gravação deste disco de Ba-lue Bolivar Ba-lues-are tambem é especial, os musicos deslancharam nos improvisos e fizeram 13 minutos de som.

01 . Brilliant Corners
02 . Ba-lue Bolivar Ba-lues-are
03 . Pannonica”
04 . I Surrender, Dear
05 . Bemsha Swing

Thelonious Monk - Piano, Celesta
Sonny Rollins - Sax. Tenor
Ernie Henry - Sax. Alto (faixas 1- 4)
Oscar Pettiford - Baixo Acustico (faixas 1-4)
Max Roach - Bateria, Tímpano
Clark Terry - Trompete (faixa 5)
Paul Chambers - Baixo (faixa 5)

Béla Fleck and the Flecktones - The Hidden Land (2006)


Béla Fleck and the Flecktones mistura influências de bluegrass e jazz, com pitadas de fusion, o resultado é um som denominado livremente de "blu-bop". A banda conta com Victor Wooten no seu ótimo baixo, seu excêntrico irmão, Roy "Future Man" Wooten, com seus instrumentos de percursão de fabricação própria e o poderoso multi-instrumentista. Esse álbum se foca mais em jazz do que outros trabalhos que valorizam a pegada bluegrass do banjo de Béla Fleck que ainda esta presente.Uma boa maneira de se entrar em contato com o som criado pela banda.




Fugue from Prelude/Fugue No. 20 in a Minor

P'lod in the House

Rococo

Labyrinth

Kaleidoscope

Who's Got Three?

Weed Whacker

Couch Potato

Chennai

Subterfuge

Interlude

Misunderstood

Whistle Tune



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Mano Negra - Puta's Fever (1989)

Neste segundo álbum o grupo Mano Negra traz composições mais amplas em termos de exploração de influências, se comparado ao primogênito "Patchanka" (1988), que apesar de tudo também se destaca na multiplicidade de linguagens exploradas.
Puta's Fever traz em seu caldo variadas influências, dentre as quais identificamos com destaque o rap, reggae, punk rock, hardcore, elementos eletrônicos bem rústicos (como a bateria eletrônica em algumas faixas), trazendo marcante um quê de anos 80. Influências multi-culturais, de música latina, européia, árabe e mais também estão presentes.
Repleto de críticas, humor e fusão cultural por rock simples, Mano Negra tem o espírito punk na essência de seu trabalho, que é destacado internacionalmente pela capacidade de fundir linguagens de diversas partes do mundo, num som de altíssima energia. Num gênero de difícil definição, o som do Mano Negra é geralmente enquadrado como "mestizo" ou "patchanka". Acima de qualquer coisa, é música do mundo e para o mundo.

1. Mano Negra
2. Rock 'N' Roll Band
3. King Kong Five
4. Soledad
5. Sibi 'H' Bibi
6. The Rebel Spell
7. Peligro
8. Paz Assez de Toi
9. Magic Dice
10. Mad House
11. Guayaquil City
12. Voodoo
13. Patchanka
14. La Rançon Du Succès
15. The Devil's Call
16. Roger Cageot
17. El Sur
18. Patchuko Hop

Mano Negra é:
Oscar Tramor (Manuel Chao) - Vocais e Guitarra
Tonio Del Borño (Antoine Chao) - Trumpete e Vocais
Santi El Águila (Santiago Casariego) - Bateria e Vocais
Garbancito (Philipe Teboul) - Percussão e Vocais
Roger Cageot (Daniel Jamet) - Guitarra e Vocais
Jo (Joseph Dahan) - Baixo e Vocais
Helmut Krumar (Thomas Darnal) - Teclados e Vocais
Krøpöl 1er (Pierre Gauthé) - Trombone e Vocais

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Sun Ra - Live At Montreux (1978)

Álbum duplo de Sun e sua Arkestra gravado ao vivo, no Festival de Montreaux, em 78. Um álbum repleto de loucura vinda diretamente de Saturno (planeta de onde Sun Ra, desde os anos 40, dizia ter vindo)! Além dessa viagem, aqui você encontrará temas de Ra dos anos 50, como "El is the Sound of Joy" e "Lights On a Satellite", bem como sua canção dos anos 60 We Travel The Spaceways". Um belo disco ao vivo. Talvez assuste um pouco!

Sun Ra-piano, solar organ, Moog syntetizer
Ahmed Abdullah-trompete
Chris Capers-trompete
Al Evans-flugel horn
Craig Harris-trombone
Vincent Chancey-french horn
Reggie Hudgins-soprano sax
Marshall Allen-alto sax, flute
Danny Davis-alto sax, flute
John Gilmore-tenor sax, percussion
Pat Patrick-baritone sax, flute
Danny Thompson-baritone sax, flute
Eloe Omoe-bass clarinet, flute
James Jacson-basson, flute, Ancient Egyptian Infinity Drum
Tony Bunn-eletric bass
Hayes Burnett-bass
Clifford Jarvis-drums
Larry Bright-drums
Stanley Morgan (Atakatune)-congas
June Tyson-vocal
Judith Holton-dance
Cheryl Banks-dance
Live at Montreux Festival, Montreux, Switzerland
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Faixas:
01. For The Sunrise (2:00)
02. Of The Other Tomorrow (7:40)
03. From Out Where Others Dwell (8:06)
04. On Sound Infinity Spheres (9:56)
05. The House Of Eternal Being (9:04)
06. Gods Of The Thunder Realm (4:46)
07. Lights On A Satellite (7:42)
08. Piano Intro (3:49)
09. Take The A Train (7:47)
10. Prelude (3:13)
11. El Is The Sound Of Joy (8:53)
12. Encore 1 (1:36)
13. Encore 2 (1:36)
14. We Travel The Spaceways (4:12)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Astor Piazzolla - Libertango (1974)


Trabalho lindo do mestre Astor Piazzolla, Libertango explora os limites do tango, chegando a alcançar o jazz e até uma sonoridade de rock. Por causa desta forma visionária de se compor tango, Piazzolla chegou a ser alvo de muitas críticas em seu país, mas, na música, o pessoal sempre acaba se dividindo entre tradição e inovação. O que nós, meros ouvintes fazemos? Simplesmente deixar entrar o que é bom de cada corrente musical. Se você quer ouvir tango, nada mais nada menos que tango, este com certeza não é o disco certo para se baixar, mas de qualquer forma trata-se de uma eterna obra de arte. Lindo.
Faixas:
1. Libertango
2. Meditango
3. Undertango
4. Adios Nonino
5. Violentantgo
6. Novitango
7. Amelitango
8. Tristango
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