sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Max Roach - Members, Don't Git Weary (1968)


Quinteto liderado pelo baterista Max Roach toca belíssimas composições do mesmo, com uma liga fortíssima entre baixo e bateria. Enquanto outros jazzistas pioneiros do bebop se ampliavam nessa época ao incorporar o rock ou o funk em suas músicas, max roach seguiu na sua busca, que esta entre uma jazzera visceral e o que os considerados avant gardge faziam. de uma música muito boa. O nome do album se deve a uma faixa com um vocal gospel de jazz por Andy Bey, mas de resto do album é instrumental.

1. Abstrutions
2. Libra
3. Effie
4. Equipoise
5. Members, Don't Git Weary
6. Absolutions

Max Roach - Drums
Gary Bartz - Sax alto
Charles Tolliver - Trompete
Stanley Cowell - Piano acustico e elétrico
Jymie Merritt - Baixo elétrico

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Baba Zula - Duble Oryantal (2005)

Os turcos do Baba Zula trazem neste disco uma face especialmente influenciada pelas sonoridades do dub jamaicano, somando com potência elementos da música e cultura local. O mix do disco é por conta da entidade Mad Professor, nome de peso no cenário dub da atualidade. A multiplicidade de influências e culturas, somando-se para valorizar, sempre foi algo que prezei muito na música, e que me agrada de imenso encontrar. Baba Zula é uma dessas jóias preciosas.

1. Gün Aydin (Intro)
2. Gerekli Seyler
3. Baba Hatenede
4. Sipa
5. Yavas Orman
6. Ozgur Ruh
7. Zaniye Oyun Havasi
8. Galiba Hamileyin
9. Hizli Orman
10. Pirasa
11. Eyvah Dayim Geldi
12. Cicekli Ipek Sabahlik
13. Islak Sevdalilar
14. Istambul Cocuklari
15. Zerzevat Adam
16. Belvu
17. Bir Sana Bir de Bana
18. Gerekli Seyler (dub)
19. Ozgur Ruh (dub)
20. Istambul Cocuklari (dub)
21. Sipa (dub)

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Itamar Assumpção & Banda Ísca de Polícia - Às Próprias Custas S/A (1983)

Segundo disco do Itamar. Trata-se de um ao vivo.. muito bom para conferir como era ele e a banda no palco, pois é o único ao vivo dele. Um disco muito bonito, com muito silêncio e muito som. Músicas realmente interessantes com letras e arranjos diferentes. O disco todo segue um roteiro com tom radialístico, começando com versões, reinvenções de músicas de outros compositores, como Jards Macalé (em "Negra Melodia"), Paulinho da Viola (em "Você Está Sumindo") e Adoniran Barbosa (em "Vide verso Meu Endereço"). Na segunda parte do show, anunciada como os intervalos comerciais de um programa de rádio, a banda passa a tocar as composições de Itamar. Repleto de músicas simplesmente instigantes e teatralidades. Um dos melhores discos de Itamar, na minha opinião. Ouça Itamar Assumpção.

Frank Zappa & The Mothers Of Invention - Weasels Ripped My Flesh (1970)




01. Didja Get Any Onya? 6:51
02. Directly From My Heart To You (Penniman) 5:16
03. Prelude to the Afternoon of a Sexually Aroused Gas Mask 3:48
04. Toads of the Short Forest 4:48
05. Get a Little 2:31
06. The Eric Dolphy Memorial Barbecue 6:52
07. Dwarf Nebula Processional March & Dwarf Nebula 2:12
08. My Guitar Wants To Kill Your Mama 3:32
09. Oh No 1:45
10. The Orange County Lumber Truck 3:21
11. Weasels Ripped My Flesh 2:08

Gabor Szabo - Bacchanal (1968)

Bacchanal é um mais um grande disco de Gabor Szabo, que desta vez volta-se quase inteiramente para a experimentação utilizando-se da mescla de elementos da música ocidental com oriental. Menos pop e mais jazz/fusion/experimental, esse é um dos melhores (se não o melhor) disco de Gabor Szabo.



1. Three King Fishers
2. Love Is Blue
3. Theme From Valley Of The Dolls
4. Bacchanal
5. Sunshine Superman
6. Some Velvet Morning
7. The Look Of Love
8. The Divided City

Banda:
Gabor Szabo - Guitarra/Violão
Jim Stewart - Guitarra/Violão
Hal Gordon - Percussão
Jimmy Keltner - Bateria
Louis Kabok - Baixo

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Thelonious Monk - With John Coltrane (1961)



Composições de monk tocadas por sua banda com Art Blakey na batera e John Coltrane no sax. Disco gravado em 1957 mas só lançado em 61 traz as composições de Monk que passam como uma massagem em nossas orelhas, um diálogo músical nunca tão bem elaborado diria eu.. junto as forças do sax de coltrane e solos rápidos que inovaram o bop o disco tem bastante experimentalismo na base do jazz.. a música Trinkle Trinkle a exemplo traz uma construção tão inovadora quanto objetiva, a ponto que se entende toda a mensagem que os músicos querem passar a nós.

não da pra perder

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Frank Zappa - Burnt Weeny Sandwich (1970)


Burnt Weeny Sandwich é um disco de Frank Zappa & The Mothers of Invention, lançado em 1970.
Essencialmente, trata-se de um lançamento "póstumo" do Mothers, sendo lançado depois que Frank Zappa encerrou as atividades da banda. Presumidamente um dos músicos favoritos de Zappa, Ian Underwood tem grande destaque no disco. O disco, como a sua contra-parte Weasels Ripped My Flesh, compila faixas até então inéditas do Mothers. Enquanto Weasels é focado na banda ao vivo, a maior parte de Burnt Weeny Sandwich apresenta composições de Zappa trabalhadas e estruturadas em estúdio, como o ápice do disco, The Little House I Used To Live In, que consiste em diversos movimentos.
Zappa mencionou em uma entrevista para a Playboy que o título incomum do disco (algo como "Lanchinho Tostado") vem de um dos pratos favoritos do músico, que consiste em cachorros quentes tostados entre duas fatias de pão com mostarda.
Burnt Weeny Sandwich e Weasels Ripped My Flesh também foram lançados em conjunto em vinil como 2 Originals of the Mothers of Invention.
Faixas:

1. "WPLJ" (Four Deuces) - 2:52
2. "Igor's Boogie, Phase One" (Zappa) - 0:36
3. "Overture to a Holiday in Berlin" (Zappa) - 1:27
4. "Theme from Burnt Weeny Sandwich" (Zappa) - 4:32
5. "Igor's Boogie, Phase Two" (Zappa) - 0:36
6. "Holiday in Berlin, Full Blown" (Zappa) - 6:24
7. "Aybe Sea" (Zappa) - 2:46
8. "Little House I Used to Live In" (Zappa) - 18:41
9. "Valarie" (The Mothers of Invention) - 3:15
Músicos:
Frank Zappa - orgão, guitarra, teclado, vocal
Jimmy Carl Black - percussão, bateria
Roy Estrada - baixo, vocal
Gabby Furggy - vocal
Bunk Gardner - metais, sopros
Lowell George - guitarra
Don "Sugarcane" Harris - violino, vocal
Don Preston - baixo, piano, teclados
Jim Sherwood - guitarra, vocal, sopros
Art Tripp - bateria
Ian Underwood - guitarra, piano, teclados, sopros

Itamar Assumpção - Sampa Midnight - isso não vai ficar assim (1986)

Quando Itamar gravou esse disco, estava brigado com quase todos da banda. Por isso, o disco foi praticamente gravado com um violão e um baixo, tocado pelo grande Paulinho LePetit. Os arranjos também foram compostos pela dupla. Depois de fazer as pazes com o pessoal, Itamar chamou o resto da banda para gravar o disco urgentemente, resultando no fato de o trombone e a bateria terem sido gravados no mesmo canal, o que é um tanto bizarro, talvez uma das únicas gravações do mundo onde esses dois instrumentos tão distintos dividiram um mesmo canal. Devido ao silêncio da primeira versão do disco, principalmete a falta de bateria, os vocais de Itamar estão especialmente percussivos. Isso atrelado à batera fantástica de Gigante Brazil, e ao trombone de Bocato (Banda Metalurgia, Sabor de Veneno), torna-se um disco quase dancante, mas como na maioria dos trabalhos de Itamar, o que reina são os pequenos intervalos de silêncio, trata-se de um dançante equilibrado, sutil.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Grupo Rumo - Rumo aos Antigos (1981)


Trabalho incrível do Grupo Rumo, uma verdadeira homenagem aos antigos sambistas. Não há nada melhor na arte nova do que um bom olhar para trás. E é nesse disco, que o vanguardista Rumo pede a benção dos pais da música popular brasileira. Estamos falando de nomes do peso de Noel Rosa, Sinhô e Lamartine Babo, todos sambistas do começo do século vinte. Nesse disco você vai ouvir versões surpreendentes de sambas dos anos vinte e trinta. Talvez para os mais puritanos soe como um soco, mas é essa surpresa sobre algo antigo que mais interessa nesse disco. Eu pessoalmente destacaria dois sambas de Noel Rosa que foram perfeitamente reinventados aqui: "Quantos Beijos" e "Seja Breve". Os arranjos são totalmente modernos, e as músicas são divertidas, ora inocentes. Sublime!

Grupo Rumo - Rumo (1981)


O Grupo Rumo surgiu a partir de um grupo de discussões que rolava na USP, sobre música popular brasileira, criado pelo estudante de música Luiz Tatit. O grupo, com dez integrantes (entre eles Ná Ozetti, Pedro Mourão, Akira Ueno, Luiz Tatit, Paulo Tatit, Hélio Ziskind, Geraldo Leite e Zecarlos Ribeiro) atigiu um reconhecimento maior por via de festivais unversitários e, mais posteriormente, pelo teatro Lira Paulistana, berço de efervescência cultural em São Paulo da primeira metade dos anos 80. O Grupo fez parte da Geração do Lira Paulistana, também conhecida por Vanguarda Paulistana, entre eles estavam Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Premeditando o Breque. A característica mais específica do Rumo, é a exploração do canto falado, que trata-se de uma aproximação da melodia com o jeito natural de se falar. Em alguns momentos não sabemos se estamos ouvindo uma melodia própriamente dita, ou se ouvimos uma fala, harmonizada pelos instrumentos. O resultado é uma nova forma de compreensão musical, por isso, ouvidos atentos!