segunda-feira, 9 de março de 2009

Johnny Hammond - Wild Horses Rocksteady (1971)

Johnny "Hammond" Smith, nascido John Robert Smith, ganhou o apelido pela sua maestria como organista, especialmente no soul e no jazz com o orgão Hammond B-3.  Pra ganhar o apelido, o cara só podia mesmo mandar muito. Mesmo tendo, no início de sua carreira, tendido mais ao soul e a um estilo mais suave, ao longo dos anos seu som foi ganhando um suíngue e se tornando cada vez mais funkeado, não excluíndo do som a influência do soul dos primeiros discos. O "Wild Horses Rock Steady", gravado em 1971, figura entre os últimos discos gravados por Johnny e portanto (ou apesar disso) em nenhum momento deixa nada a desejar. O disco tem uma pegada aliada a uma belíssima suavidade gerada por uma bateria ora frenética dialogando com o órgão, ora apenas servindo como pano de fundo para as pirações dos metais que colorem e preenchem as canções na medida certa, sem exagerar ou se abster. Todo o exército de instrumentos (órgão, guitarra, baixo, metais, violinos, etc) numa sintonia muito bem aproveitada, nos proporcionam melodias que tendem, em seus momentos mais funkeados, a algo dançante e alegre, assim como a um clima mais melancólico quando mais influenciadas pelo soul.
Como se não bastasse o discão todo que vai rolando, chegando à última faixa temos uma surpresa e aí explica-se o nome do disco: o cara manda muitíssimo bem numa versão instrumental incrível de Wild Horses dos Rolling Stones.
Um discaço suavíssimo. Demorou!


Faixas:
1. Rock Steady
2. Who Is Sylvia?
3. Peace Train
4. I Don't Know How To Love Him
5. It's Impossible
6. Wild Horses


Músicos:
Johnny Hammond - Órgão, Piano Elétrico
Ron Carter - Baixo (Elétrico e Acústico)
Bob Mann, Melvin Sparks, Eric Gale e George Benson - Guitarra
Billy Cobham, Bernard "Pretty" Purdie - Bateria
Airto Moreira, Omar Clay - Percussão
Pepper Adams - Sax Barítono
Grover Washington Jr., Harold Vick - Sax Alto e Tenor
Snooky Young, Al DeRisi - Trompete
Wayne Andre - Trombone
Joseph Malin, Gene Orloff, Max Pollikoff, Julius Brand, Paul Gershman, Emanuel Green, Julius Held, Harry Katzman - Violinos

domingo, 8 de março de 2009

Brazilian Octopus (1968)


O grupo foi formado em São Paulo, no início de 1968, numa iniciativa de um diretor de eventos da área da indústria têxtil. Sua proposta era embalar arrojados desfiles, mas o grupo foi além. Brazilian Octopus reúne grandes músicos como Lanny Gordin, Hermeto Pascoal, Cido Bianchi, Nilson da Matta e Olmir Stocker. Apenas esse trabalho foi lançado, e traz um conceito muito novo de música instrumental, o que é de se pensar levando-se em conta a época em que foi gravado.


1.Gamboa
2.Rhodosando
3.Canção Latina
4.Pavane
5.As Borboletas
6.Momento B/8
7.Summerhill
8.Gosto de Ser Como Sou
9.Chayê
10.Canção de Fim de Tarde
11.O Pássaro
12.Casa Forte

Academia da Berlinda - Academia da Berlinda (2007)

Existente desde 2004, a Academia da Berlinda é um grupo de músicos da cena pernambucana reunido sob a deliciosa produção de músicas dançantes e cheias de suingue e calor. Explorando ao máximo as possibilidades da música latina, o disco vem recheado de cumbias, merengues e guarachas, além de uma ciranda que marca a identidade cultural pernambucana do grupo. As outras influências, contudo, também trazem grande proximidade para com o universo musical de Recife e Olinda, de onde os membros são provenientes e onde existem dezenas de clubes tradicionais que só tocam esses gêneros.
A arte do disco é assinada pela dupla Valentina Trajano e Jorge du Peixe, com participação vocal deste na canção "Envernizado". O álbum ainda conta com participações de China, Fred Zeroquatro, Edinho Jacaré e outros amigos. Erasto Vasconcelos se envolve na trama com a letra para a canção "Mama me Queira", e há ainda um remix da música-título da banda pelo DJ Bruno Pedrosa. Disco delicioso e imperdível.

1. Academia da Berlinda
2. Ciranda Enrustida
3. Cumbia do Lutador
4. Naguë
5. Ivete
6. Comandante
7. Envernizado
8. Bela Vista
9. Brega Francês
10. Se Ela Gostar
11. Mama Me Queira
12. O Sonho e a Dor
13. Academia da Berlinda (remix DJ Bruno Pedrosa)

Academia da Berlinda:
Alxandre Urêa - Voz, percussão
Hugo Gila - Teclados e sintetizadores
Tom Rocha - Bateria, percussão
Gabriel - Guitarra
Irandê - Percussão, bateria
Yuri - Baixo

João Bosco - Ao Vivo 100 ª Apresentação


O disco traz grandes sucessos de João Bosco e Aldir Blanc apresentados em um show ao vivo gravado no TUCA nos dias 7,8, e 9 de outubro de 1983. Aqui temos ele e seu violão em interpretações extremamente irreverentes. Gosto muito da sequência Gênesis/O Ronco da Cuíca/Tiro de Misericórdia/Escadas da Penha. Não posso deixar de citar Linha de Passe, Siri Recheado E O Cacete, Coisa Feita e a sequencia que abre o disco Nação/Aquarela do Brasil/O Mestre-Sala Dos Mares. Seu jeito habilidoso de utilizar a mão direita o coloca em uma posição de referência a qualquer amante do violão. Além disso, possui originalidade cativante ao interpretar e compôr. Suas parcerias com o médico letrista Aldir Blanc certamente estão entre as melhores e mais bem sucedidas. É um disco imperdível.

1.Nação/Aquarela Do Brasil/O Mestre-Sala Dos Mares
2.Linha de Passe
3.Siri Recheado E O Cacete
4.Coisa Feita
5.A Nivel de...
6.Kid Cavaquinho
7.Gênesis/O Ronco Da Cuica/Tiro de Misericordia/Escadas Da Penha
8.Comissao de Frente
9.Rancho Da Goiabada
10.O Bebado E a Equilibrista
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João Bosco - violão

Bonsucesso Samba Clube - Tem Arte na Barbearia (2005)

"Durante décadas, o 4 Cantos de Olinda conviveu com um de seus mais ilustres filhos. Em sua barbearia, ele trabalhou, divulgou e divertiu várias gerações de olindenses e turistas que por ali passaram, tornando aquele lugar mais agradável. Com seu humor e sabedoria, ensinou e aconselhou amigos e transeuntes que por ele se encantavam. Dono de uma história singular, soube conviver muito bem com o sagrado e o profano, ambigüidades características da cidade. Devoto fervoroso e folião inesquecível, reuniu em volta de si artistas, políticos, religiosos, anônimos e loucos, que Olinda produz tão bem. Todos em harmonia total. Capacidade que só ele possuía.
"Isnar Colombo é o nome dele. E por tudo que ele representou, homenageamos Isnar para que sua memória nos inspire na tentativa de tornar Olinda um lugar melhor e uma terra que possamos nos orgulhar".

- Rogério Homem, texto de apresentação.

O segundo álbum do grupo olindense soma sonoridades bem latinas a influências do samba, ritmos pernambucanos e efeitos, criando um som cheio de suingue, bem pra cima. Basicamente tratam-se de canções sobre situações corriqueiras e cotidianas, vivências pessoais e prazeres da vida, num som tranquilo que, na maciota, cativa o ouvinte. Disco independente, realizado e gravado sem selos ou gravadoras, com patrocínio da Chesf e do Sistema de Incentivo à Cultura de Pernambuco, e apoio da Emlurb e da gráfica Fac Form. Link para download disponibilizado pela própria banda, disco delicioso.

1. Derrapar
2. Eu Te Encontrei
3. Meu Jornal
4. Não Posso Pensar Em Não Ir
5. Téo de Tetê
6. O Fogo Queima
7. Como Gosto
8. Rios, Fios
9. Seu Nome Era Eu
10. Ah, Quem Dera
11. Amor de Todo Dia
12. Sinto Te Falar
13. Último Dia
14. Zumbi Chamou

Bonsucesso Samba Clube:
Rogério Homem - Voz
Berna Vieira - Voz, escaleta, apito, teclados, samples, percussão
Chico Tchê - Baixo e voz
Raphael B. - Bateria e voz
Gilsinho - Congas, talking drum, percussão em geral
André Édipo - Guitarra, violão, teclados, bandolim, escaleta, voz

Bonsucesso Samba Clube - Bonsucesso Samba Clube (2003)

O disco-estréia do grupo liderado pelo ex-Eddie Roger Man traz a habitual mescla identificada na sonoridade de bandas envolvidas com o movimento mangue, com pitadas de rock misturadas a ritmos pernambucanos, samba e sons da América Latina afora. Aqui o som vem recheado com peso em beats eletrônicos junto a levadas funkeadas, num som pra cima que identifica claramente a proposta da banda. Mais uma vez com dedo do selo instituto no meio, o disco é mais uma obra de qualidade de Pernambuco, com link para download disponibilizado pela própria banda.

1. Pensei se Há
2. O Samba Chegou
3. Sou Sou
4. Distrair
5. Se Ela Diz
6. Foi na Esquina
7. Relato
8. Sala de Justiça
9. Carimbó Ladrão
10. O Sol
11. Foi Sou Eu
12. Quando o Tempo Passa
13. Veja lá...

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Cidadão Instigado - EP (1999)

Este disco sem capa é composto por 5 canções, as primeiras do grupo. Repleto de referências que viriam a ser trabalhadas nos dois discos que sucederiam este primeiro trabalho, é um EP simples e curto, excelente não somente para os grandes admiradores do grupo mas para bons ouvidos em geral, repleto de leituras de gêneros variados, com espaço até para o rap em "Um Nordestino no Concreto". Interessante notar o desenvolvimento que se daria a partir dessa primeira experiência, para os dois discos posteriores, notando-se como desenhavam-se os primeiros traços da identidade sonora desse grupo fantástico liderado pelo gênio Fernando Catatau. Vale a pena sob todos os sentidos.

1. Tema do Filme "A Noite do Espantalho"
2. Um Nordestino no Concreto
3. Poeira
4. El Cabrone (O caçador de Zé Doidins)
5. A Radiação na Terra

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Beastie Boys - Hello Nasty (1998)

Neste quinto álbum o trio traz novas canções, entre raps pesados e instrumentais viajados, valendo-se de participações incríveis como as habituais do tecladista Money Mark e do percussionista Eric Bobo, e outras especiais, como as vozes da entidade Lee "Scratch" Perry e de Miho Hatori. Um disco muito bom, destaque para, entre outras sem dúvida, "Super Disco Breakin'", "Just a Test", "Dr. Lee, PhD" e a famosa "Intergalactic", conhecida por seu clipe que faz referência aos filmes de ação japoneses. Disco muito bom, bem diferente dos outros, com suas especificidades até nas faixas instrumentais, que não mostram-se tanto na linha que daria origem a "The Mix Up", que já vinha mostrando-se nos discos anteriores "Ill Communication" e "Check Your Head". Produzido pelos Beastie Boys em parceria com o mestre Mario Caldato Jr.

1. Super Disco Breakin'
2. The Move
3. Remote Control
4. Song For The Man
5. Just a Test
6. Body Movin'
7. Intergalactic
8. Sneakin' Out Of The Hospital
9. Putting Shame In Your Game
10. Flowin' Prose
11. And Me
12. Three MC's And One DJ
13. The Grasshopper Unit (Keep Movin')
14. Song For Junior
15. I Don't Know
16. The Negotiation Limerick File
17. Electrify
18. Picture This
19. Unite
20. Dedication
21. Dr. Lee, PhD
22. Instant Death

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Cidadão Instigado - O Método Túfo de Experiências (2005)

O Método Túfo traz 10 canções repletas de experimentalismos, barulhinhos, influências e sentimentos. As canções trazem as reflexões de Fernando Catatau sobre situações cotidianas, relações entre pessoas, situações quase irônicas, as letras em formas variadas, usando metáforas, desligando-se de rimas e métricas em algumas ocasiões, sempre em sua voz lamentada que lembra quase o discurso de um fracassado.
Com arranjos fantásticos, neste segundo disco do projeto mostra-se uma banda mais fixa, numa formação que se mantém até hoje, com os músicos Clayton Martin, Regis Damasceno e Rian Batista, trazendo ainda participações múltiplas e valiosas, como Maurício Takara, Daniel Ganjaman, os vocais de Izaar e mais. Lançado pelo Instituto e pelo selo Slag Records, esse é um disco fantástico e imperdível.

1. Te Encontra Logo... (5:38)
2. Os Urubus Só Pensam em te Comer (5:30)
3. O Pobre dos Dentes de Ouro (5:30)
4. Silêncio na Multidão (7:29)
5. Calma! (1:52)
6. O Pinto de Peitos (4:04)
7. Apenas um Incômodo (5:12)
8. Chora, Malê (4:41)
9. Noite Daquelas (3:36)
10. O Tempo (7:25)

Thelonious Monk - Monk's Music (1957)


Esse belo disco de lindos improvisos traz uma capa muito peculiar, que provocou discussão entre os produtores por ser um tanto quanto estranha. A idéia foi de Monk, como sabemos, ele tinha uma personalidade bastante incomum. O disco abre com um hino chamado "Abide With Me", e parte para um belo tema: "Well, You Needn't". Em seguida, vem uma bela versão de uma de suas mais famosas composições, a balada Ruby, My Dear. O disco traz também dois takes de "Off Minor" seguidos da conhecida Epistrophy. "Crepuscule With Nelie" é a faixa que fecha o disco. O disco traz grandes destaques como John Coltrane, Art Blakey e também Coleman Hawkins.

1. Abide With Me
2.Well, You Needn't
3.Ruby, My Dear
4.Off Minor (take 5)
5.Off Minor (take 4)
6.Epistrophy
7.Crepuscule With Nelie (take 6)
8.Crepuscule With Nelie (take 4 and 5)
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Ray Copeland - troumpete
Gigi Gryce - sax alto
Coleman Hawkins and John Coltrane - sax tenores
Thelonious Monk - piano
Wilbur Ware - contrabaixo
Art Blakey - bateria