quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vale do Caipira (www.valedocaipira.blogspot.com)

Olá amigos visitantes do Sambazul, gostariamos de apresentar e recomendar a todos o blog amigo Vale do Caipira, que assim como o Sambazul traz uma proposta de divulgar e firmar seleções seletas e substanciais do repertório escolhido.
Se o Sambazul se mostra eclético acolhendo não só tudo que se gerou das origens do jazz, samba, blues e suas diretrizes mais contemporâneas no brasil e afora, como outras manifestações que se assemelhem em simpatia com o tema, o Vale do Caipira busca não só a "música caipira" que conhecemos hoje como todas outras manifestações que estejam ligadas a cultura caipira em geral.
Fica um texto para a iniciação no tema.


O termo caipira (do tupi Ka'apir ou Kaa - pira, que significa "cortador de mato"), é o nome que os indígenas guaianás do interior do estado de São Paulo, no Brasil, deram aos colonizadores brancos, caboclos, mulatos e negros.

É também uma designação genérica dada, no país, aos habitantes das regiões situadas principalmente no interior do sudeste e centro-oeste do país. Entende-se por "interior", todos os municípios que não pertencem às grandes regiões metropolitanas nem ao litoral onde existe o caiçara. O termo caipira teve sua origem e costuma ser utilizado com mais frequência no estado de São Paulo. Seu congênere em Minas Gerais é capiau (palavra que também significa cortador de mato), na região Nordeste, matuto, e no Sul, colono.


Os vários tipos de caipira:

O tipo humano do caipira e sua cultura tiveram sua origem no contato dos colonizadores brancos bandeirantes com os nativos ameríndios (ou gentios da terra, ou bugres) e com os negros africanos escravizados. Os negros de São Paulo eram na sua grande maioria provenientes de Angola e Moçambique, ao contrário dos negros da Bahia na sua maioria provenientes da Costa da Guiné.

Assim, o caipira se dividia em quatro categorias, segundo sua etnia, cada uma delas com suas peculiaridades:

caipira caboclo: descendente de índios catequizados pelos jesuítas. Nele é que surgiu a inspiração para o personagem Jeca Tatu descrito no conto Urupês e no artigo "Velha Praga" de Monteiro Lobato e para a criação do Dia do Caboclo, comemorado em 24 de junho, São João Evangelista; Dele diz Cornélio Pires:

Coitado do meu patrício! Apesar dos governos os outros caipiras se vão endireitando à custa do próprio esforço, ignorantes de noções de higiene... Só ele, o caboclo, ficou mumbava, sujo e ruim! Ele não tem culpa... Ele nada sabe. Foi um desses indivíduos que Monteiro Lobato estudou, criando o Jeca Tatu, erradamente dado como representante do caipira em geral-Cornélio Pires.

caipira negro: descendente de escravos, na época de Cornélio Pires chamado de Caipira Preto: Foi imortalizado pelas figuras folclóricas da mãe-preta e do preto-velho que é homenageado por Tião Carreiro e Pardinho nas músicas "Preto inocente" e "Preto Velho". É, em geral, pobre. Sofre, até hoje, as consequências da escravidão; Cornélio Pires diz dele: "É batuqueiro, sambador, e "bate" dez léguas a pé para cantar um desafio num fandango ou "chacuaiá" o corpo num baile da roça".

caipira branco: descendente dos bandeirantes, uma nobreza decaída, orgulha-se de seu sobrenome bandeirante: os Pires, os Camargos, os Paes Lemes, os Prados, os Siqueiras, os Prados, entre outros. É católico, e se miscigenou com o colono italiano. Pobre, mas é, ainda, proprietário de pequenos lotes de terras rurais: os chamados sítios. Cornélio Pires, em seu livro "Conversas ao Pé do Fogo", conta que o caipira branco, descendente dos "primeiros povoadores, fidalgos ou nobres decaídos", se orgulhava do seu sobrenome:
Se o caipira branco diz: "Eu sou da família Amaral, Arruda, Campos, Pires, Ferraz, Almeida, Vaz, Barros, Lopes de Souza, Botelho, Toledo", ou outra, dizem os caboclos: "Eu sou da raça, de tal gente!" — Cornélio Pires

caipira mulato, descendente de africanos com europeus. Raramente são proprietários. Cornélio Pires os tem como patriotas e altivos. Diz dele Cornélio Pires: “o mais vigoroso, altivo, o mais independente e o mais patriota dos brasileiros”. Excessivamente cortês, galanteador para com as senhoras, jamais se humilha diante do patrão. Apreciador de sambas e bailes, não se mistura com o “caboclo preto”.

Cornélio Pires informa, em Conversas ao Pé do Fogo, onde descreveu a vida do caipira, que o caipira cafuzo e o caipira "caboré" são raros no Estado de São Paulo.

WWW.VALEDOCAIPIRA.BLOGSPOT.COM

terça-feira, 10 de maio de 2011

Zé Côco do Riachão - Brasil Puro (1980)


Criado na localidade de Riachão, onde nasceu, às margens do rio que leva o mesmo nome, na confluência dos municípios de Mirabela e Brasília de Minas, no Vale do São Francisco. O pai era fazedor e tocador de violas. No momento de seu nascimento, passava uma folia-de-reis e ele foi consagrado pela mãe aos santos Reis; por isso "dos Reis" registrado em cartório. Zé Coco deixava claro sua devoção aos Santos Reis, e sempre se apresentava como José Reis Barbosa dos Santos.

Ouvindo seu pai tocar desde que nasceu, aos 8 anos, já tocava viola que ele mesmo ia aprendendo a fazer. Foi marceneiro, carpinteiro, ferreiro, sapateiro, fazedor de cancelas, de engenho, de carro de boi, curral de tira, roda de rolar mandioca, mas o que o tornou conhecido, inclusive internacionalmente, foi a excelência dos instrumentos que fabricava e tocava: viola, violão, cavaquinho e rebeca. Aos vinte anos, assumiu a pequena fábrica de instrumentos de seu pai.

No lançamento de "Brasil puro" a crítica foi unânime em considerar que o trabalho do violeiro era um verdadeiro achado como expressão da nossa cultura popular. José Ramos Tinhorão considerou o trabalho como o melhor do ano na categoria autenticidade. O conhecido crítico dedicou-lhe calorosa crítica no Jornal do Brasil, na qual dizia: "Artista do povo da maior importância Zé Coco tem uma técnica de execução à viola tão desenvolvida que lhe permite tocar certas peças fazendo solo e acompanhamento ao mesmo tempo, e seus talentos são tantos que em uma das faixas do disco - a intitulada "Guaiano em oitava"- ele aparece não apenas na viola solo e fazendo a viola base, mas ainda tocando rabeca, caixa de folia e pandeiro".


01 Todo mundo
02 No terreiro da fazenda
03 O Toque do capeta
04 Saudades do riachão
05 Inhuma
06 Guaiano em oitava
07 Luduvina
08 Cantador izidoro
09 Ilana
10 Quatro paredes
11 Zé côco no calango
12 Alto belo
13 Calix bento

Faixa 1, 3, 5, 7. 10 e 13 músicas de Domínio Público (D.P.)
Faixas 2, 4, 6, 8, 9, 11, 12 composição de Zé Coco do Riachão.

Lançamento: 1980, Selo: Rodeio/WEA.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Totó La Momposina - Pacantó (1999)



1. Pacantó
2. Goza Plinio Sierra
3. Milé (El Hombre Borracho)
4. Acompáñala
5. La Ripiá
6. La Cumbia Está Herida
7. Chambacu
8. Repárala
9. Pozo Brillante
10. Así Lo Grita Totó
11. La Paloma
12. Bozaa Y Media
13. Oye Manita
14. El Porro Mangueleño
15. Mami Watá

segunda-feira, 28 de março de 2011

Alzira Espíndola



"Ela, Alzira Espíndola. Ele, o poeta Arruda. A verdade é que quando a gente lê o Arruda fica com vontade de sair cantando. Tocando samba, bossa, batuque, rock, rap, Palavras pulando corda. Nossa ! Aliás, parece que Alzira persegue poesia. Bate o ouvido na letra e já pega o violão. O resto é coração"
(texto do encarte)

Com produção musical de Luiz Waack (que também assume alguns violões), o álbum conta com o talento de jovens músicos como Curumim (bateria), Pedro Marcondes (baixo) e Adriano Magoo (sanfona e teclados). Além da canja quentíssima de André Abujamra, que recebe um Itamar Assumpção de frente em seus vocais em "Kitnet"


Rasgo Fácil
Talento
Vai Quê
Assim que Possível
Meio Segundo
Ouvindo Lou Reed
Tecnocólera
Kitnet
Chuva Acessa
Não Tem Limite
Lugar Algum
Diz
Agora Yes


http://www.youtube.com/watch?v=3VIrA2f3cxw&feature=player_embedded#at=236
(no vídeo:> Itamar Assunção, Alzira, Gigante Brasil.
SESI/SP em 1997)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Medeski Martin & Wood - Uninvisible



Formado por John Medeski (teclado), Chris Wood(baixo acústico e elétrico) e Billy Martin (bateria e percussão). No palco, os três músicos vão muito além do dito “jazz tradicional”, incorporando elementos do funk, do rock e até mesmo do rap, resultando em uma sonoridade que vai do groove a um som mais atmosférico em um pulo.

1 Uninvisible
2 I Wanna Ride
3 Your Name Is Snake Anthony
4 Pappy Check
5 Take Me Nowhere
6 Retirement Song
7 Ten Dollar High
8 Where Have You Been?
9 Reprise
10 Nocturnal Transmission
11 Smoke
12 First Time Long Time
13 The Edge Of Night
14 Off The Table


video

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sivuca (1972)



01 - Ain't no Sunshine (B. Withers)
02 - Você Abusou (I'm Free as a Bird) (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
03 - Tunnel (Hermeto Pascoal)
04 - Ponteio (Edu Lobo / Capinan)
05 - Rosa na Favela (A Rose Born In The Ghetto) (Sergio Ricardo)
06 - Adeus Maria Fulô (Sivuca / Humberto Teixeira)
07 - Inquietação (Foolishness Of Youg Love) (Ary Barroso)
08 - Amor Verdadeiro (True Love) (Sivuca / Bandeira)
09 - Lament Of Berimbau (Sivuca)
10 - Arrasta Pé (Partytime) (Tradicional / Adpt. Sivuca)

Índio Cachoeira e Cuitelinho - Convite de Violeiro (2006)



A dupla Índio Cachoeira e Cuitelinho se formou em 2001, quando Cuitelinho levou um violão para Índio Cachoeira fazer a manutenção. A identificação entre os dois foi tão grande e imediata que ali mesmo, "garraram" na viola e não largaram mais. Uma boa dupla tem que ter as vozes "casadas". Por isso é tão difícil aparecer duplas boas como as do passado. Este CD não teve participação de nenhum outro músico. Índio Cachoeira e Cuitelinho compuseram todas as músicas, cantaram viola, violão e percussão.

taí, o texto do CD lançado no dia 15/09 de 2006 pela gravadora Folguedo. boa ouvida!

1. Convite de Violeiro
2. Ecologia Brasileira
3. Mensageiro do Amor
4. Vizinho Enjoado
5. Filho de Tupã
6. Violeiro de Fibra
7. Herança de Violeiro
8. Artista Caboclo
9. Mercador dos Pássaros
10. A Igreja e a Flora
11. Estrela do Oriente
12. Dois Campeões
13. O Mendigo e o Mordomo
14. O Cultivo da Maldade
15. O Poeta Jeremias

sexta-feira, 18 de março de 2011

Luiz Melodia - 14 Quilates (1997)





1. Ébano (Luiz Melodia)
2. Sem Trapaça (L. Melodia/R. Augusto)
3. Começar Pelo Recomeço (L.Melodia/Torquato Neto)
4. Sub-Anormal (L. Melodia/R. Augusto)
5. Morena Brasileira (L.Melodia/R. Augusto)
6. Morena da Novela (L.Melodia/R.Piau)
7. Quase Fui lhe Procurar (Getúlio Cortes)
8. Pra Que (L. Melodia/R. Augusto)
9. Cruel (Sergio Sampaio)
10. Dançou, Dancei (L. Melodia/Papa Kid)
11. Frágil Força (L. Melodia/R. Augusto)
12. Ser Boêmio (Oswaldo Melodia)
13. Bate Verão(L. Melodia/R. Augusto)
14. Morar no Rio (Beto Marques)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Tião Carreiro - Em Solo de Viola Caipira



Disco de 79, muito bom, traz belos solos de viola caipira. Vale muito a pena ouvir.
1. malandrinho
2. cavalo zaino
3. seleção de pagodes vol.1
(viola divina, a grande cilada, cerne de aroeira)
4. viola barulhenta
5. casinha branca da serra
6. malandro da barra funda
7. cidade morena
8. vou tomá um pingão
9. seleção de pagodes vol.2
(piracicaba, boi amarelinho, mineiro de monte belo, azulão do reino encantado)
10. faz um ano (hace un año), beijinho doce
11. mineiro no pagode
12. seleção de polcas
(gercina, mourão da porteira, boiadeiro errante)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Markus Stockhausen & Gary Peacock - Cosi lontano... Quasi dentro (1989)


Interessante disco de improvisação, liderado pelo trompetista Markus Stockhausen, filho do Karlheinz, e pelo renomado contrabaixista Gary Peacock. É preciso parar para escutar isso.

1 So far...
2 ...forward...
3 ..late...
4 ...across bridges...
5 ...in parallel...
6 ...breaking...
7 ...through...
8 ...almost inside...

Markus Stockhausen - Trumpet, Fluegelhorn, Synthesizer
Gary Peacock - Bass
Fabrizio Ottaviucci - Piano
Zoro Babel - Drums