sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Gilberto Gil - Refazenda (1975)

Primeiro álbum da trilogia "re" do Gil (Refazenda, Refavela e Realce), esse disco mostra o compositor transcendendo o tropicalismo e criando um estilo próprio que mistura as influências do pop rock britânico de quando Gil esteve exilado e a música de raiz nordestina.
O álbum conta também com a parceria do acordeão de Dominguinhos que mantém a presença do baião mesmo nas faixas mais puxadas para o rock.
Temáticamente, Refazenda, como sugere o título, é repleto de referências ao sertanejo que tenta a vida em uma grande cidade.
Belíssimo disco, sem nenhuma faixa que deixe a desejar.
01 Ela
02 Tenho Sede
03 Refazenda
04 Pai e Mãe
05 Jeca Total
06 Essa é Pra Tocar No Rádio
07 Ê, Povo, Ê
08 Retiros Espirituais
09 O Rouxinol
10 Lamento Sertanejo
11 Meditação

Gilberto Gil: Violão e Phase Guitar
Dominguinhos: Acordeão
Moacyr Albuquerque: Contrabaixo
Chiquinho Azevedo: Bateria

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Beastie Boys - Ill Communication (1994)

Ill Communication é o quarto álbum (sem contar os vários EPs lançados) do trio novaiorquino de mc's instrumentistas Adam Horovitz (Adrock), Adam Youch (MCA) e Michael Diamond (Mike D). Neste disco nota-se claramente a transição que já desenvolvia-se no álbum anterior, Check Your Head, e que levaria aos resultados de The Mix Up, numa exploração maior de sonoridades além das primordiais exploradas pelo grupo (rap e hardcore principalmente). As faixas do disco variam entre raps pesados, faixas instrumentais psicodélicas e funkeadas, hardcores brutais e mais, sempre com beats de altíssima qualidade. A produção é assinada pelo brasileiro Mario Caldato Jr. e pelo trio, numa parceria já histórica que resultou em discos incríveis. A presença de Mark Nishita, Eric Bobo e o próprio Mario Caldato em todo o processo de criação do disco obviamente não faltou, e com outras participações como o violino de Eugene Gore e dezenas de samples fantásticos somados aos elementos sonoros que os Beastie Boys constroem e carregam com maestria, este é mais um álbum fantástico deste grupo.



1. Sure Shot
2. Tough Guy
3. B-Boys Makin' With The Freak Freak
4. Bobo On The Corner
5. Root Down
6. Sabotage
7. Get It Together
8. Sabrosa
9. The Update
10. Futterman's Rule
11. Alrght Hear This
12. Eugene's Lament
13. Flute Loop
14. Do It
15. Ricky's Theme
16. Heart Attack Man
17. The Scoop
18. Shambala
19. Bodhisattva Vow
20. Transitions


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Mundo Livre S/A - Samba Esquema Noise (1994)

Samba Esquema Noise dá a largada para a trajetória afiada do Mundo Livre S/A, que parte neste trabalho motivado e alimentado por toda a energia do Mangue, cuja movimentação explodia no contexto com o despontar de grupos que há muito já se organizavam na desorganizada metrópole do Recife, cidade à beira de um enfarto fulminante. Opondo-se à trágica realidade cultural que era vivida no contexto, bitolada nas possibilidades de venda e exploração de cultura de massa produzida sem proposta expressiva, o Mundo Livre dispara 13 canções repletas de influências múltiplas, do mundo a Pernambuco, criando música incrível de Pernambuco para o mundo.
A mistura abriga a presença do maracatu, funk, samba, rock, punk, experimentalismo, atonalidade, reggae, muito mais além, tudo junto reconstruindo sonoridades acompanhadas pelas fabulosas letras de Fred Zeroquatro, chefe da quadrilha que grita e canta mensagens sobre o mangue, sistema econômico, trabalho, antipsiquiatria, Recife, mulheres, tudo bem influenciado por The Clash ou Jorge Ben, e com as participações inesquecíveis de Syong em "Livre Iniciativa", o Mestre Naná Vasconcelos e Malu Mader em "Musa da Ilha Grande", além de Nando Reis, Paulo Miklos, Nasi, Skowa, membros da Nação Zumbi e muitos outros, com a produção do álbum assinada por Charles Gavin e Carlos Eduardo Miranda. Trabalho de máxima qualidade, obrigatório!

1. Manguebit
2. A Bola do Jogo
3. Livre Iniciativa
4. Saldo de Aratú
5. Uma Mulher Com W... Maiúsculo
6. Homero, o Junkie
7. Terra Escura
8. Rios (Smart Drugs), Pontes & Overdrives
9. Musa da Ilha Grande
10. Cidade Estuário
11. O Rapaz do B... Preto
12. Sob o Calçamento (Se Espumar é Gente)
13. Samba Esquema Noise

Mundo Livre S/A (formação deste disco):
Fred Zeroquatro - Voz, guitarras, cavaquinho, bendir, violão
Bactéria - Órgão, piano, teclado, mini-moog, clavinete
Otto - Bongôs, sino de vaca, pandeiro, ganzá, surdo, tamborim, congas e folia
Fábio Montenegro - Baixo
Chefe Tony - Bateria

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

John Coltrane & Don Cherry - The Avant-Garde (1966)


Coltrane estava se direcionando mais para o estilo Avant-Garde, repleto de novos conceitos e experimentalismos surgidos nos conturbados anos 60. Muito influenciado por Ornette Coleman toca ao lado do ilustre trompetista Don Cherry. O disco soa bem experimental e traz improvisos e composições repletos da expressividade da época. São três Músicas de Ornette, uma de Cherry, e Bensha Swing de Thelonious Monk.

Lado A
1. Cherryco (Don Cherry)
2. Focus on Sanity (Ornette Coleman)
Lado B
3. The Blessing (Ornette Coleman)
4. The Invisible (Ornette Coleman)
5. Bemsha Swing (Thelonious Monk)
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John Coltrane - sax soprano e tenor
Don Cherry - trompete
Charlie Haden - contrabaixo (1,3)
Percy Heath - contrabaixo (2,4,5)
Ed Blackwell - bateria

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The Clash - London Calling (1979)

Lançado em 1979 como disco duplo, London Calling é um grande disco da banda punk inglesa The Clash. Neste terceiro disco surgem com intensidade máxima a multiplicidade de influências na composição, trazendo reggae, funk, jazz, dub, ska, dance, diversos gêneros do rock e mais. A qualidade do trabalho é altíssima, o que tornou este álbum extremamente reconhecido como um importante disco de rock.
Em minha subjetiva opinião, é sem dúvida um dos melhores discos já lançados em todos os tempos, complexo na qualidade e na exploração de efeitos e instrumentos (muita metaleira nas faixas mais regueira), e simples no espírito punk presente na espontaneidade dos integrantes e da música.

1. London Calling
2. Brand New Cadillac
3. Jimmy Jazz
4. Hateful
5. Rudie Can't Fail
6. Spanish Bombs
7. The Right Profile
8. Lost In The Supermarket
9. Clampdown
10. The Guns Of Brixton
11. Wrong 'Em Boyo
12. Death Or Glory
13. Koka Kola
14. The Card Cheat
15. Lover's Rock
16. Four Horsemen
17. I'm Not Down
18. Revolution Rock
19. Train In Vain

The Clash é:
Joe Strummer - Voz e guitarra
Mick Jones - Guitarra e voz
Paul Simonon - Baixo e voz
Topper Headon - Bateria e percussão

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Silver Apples - Silver Apples (1968)

O duo nova-iorquino dos silver apples teve uma carreira curta no final dos anos 60, lançando apenas dois álbuns, e voltariam a tocar apenas 30 anos depois, quando sua música começou a ganhar maior notoriedade.
Precurssores do emprego de sintetizadores na música popular e da fusão entre música eletrônica e rock, a banda consistia apenas de um baterista e um vocalista, que também tocava um arsenal de osciladores de freqüências, uma espécia de sintetizador antigo, controlado com as mãos, os pés e os cotovelos.
Mesmo se esse álbum tivesse sido lançado no final dessa década seria considerado experimental e vanguardista, mas o mais impressionante é que foi lançado nos anos 60. E, acima de tudo, a música é muito boa.
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Músicas:
01 Oscillations (Danny Taylor, Stanley Warren) 2:48
02 Seagreen Serenades (Simeon, Warren) 2:55
03 Lovefingers (Simeon, Warren) 4:11
04 Program (Simeon, Warren) 4:07
05 Velvet Cave (Simeon, Warren) 3:30
06 Whirly-Bird (Simeon, Warren) 2:41
07 Dust (Simeon, Warren) 3:40
08 Dancing Gods (Navajo Indian Ceremonial) 5:57
09 Misty Mountain (Eileen Lewellen, Simeon) 3:26
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Músicos:
Dan Taylor - drums, percussion, vocals
Simeon - Oscillators, vocals

domingo, 22 de fevereiro de 2009

João Nogueira - Vida Boêmia (1978)

O quarto disco de João Nogueira traz os tradicionais sambas macios do carioca, embalados pela voz cheia de força que dispara as excelentes letras sobre boêmia, sentimento e mais, por vezes com uma boa dose de humor, como em "Moda da Barriga". O disco ainda traz uma bela interpretação de Cartola ("A Côr da Esperança) e homenagem a Noel Rosa ("Ao Meu Amigo Edgard"). Maravilhoso da cabeça aos pés, um disco essencial para qualquer grande fã do samba carioca.

a1: Bares da Cidade
a2: Moda da Barriga
a3: Baile no Elite
a4: Bate-Boca
a5: Recado ao Poeta
a6: As Forças da Natureza

b1: Maria Rita
b2: Bela Cigana (Part. Especial: Clara Nunes)
b3: Amor de Fato
b4: Sem Mêdo
b5: A Côr da Esperança
b6: Ao Meu Amigo Edgard

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Black Uhuru - Brutal (1986)

"Brutal" é um belo disco lançado pelos jamaicanos do Black Uhuru em 1986, trazendo reggae de altíssima qualidade infestado de efeitos adicionais e sonoridades eletrônicas e dançantes. Provavelmente por esta estética resultante que no mesmo ano a banda lançaria "Brutal Dub", com versões dub deste disco, aproveitando vários elementos já utilizados no disco original.

1. Brutal
2. Fit You Haffe Fit
3. Great Train Robbery
4. City Vibes
5. Uptown Girl
6. Conviction Of a Fine
7. Dread In The Mountain
8. Let Us Pray
9. Vision
10. Reggae With You

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Black Uhuru - Brutal Dub (1986)

Brutal Dub traz versões inna rub-a-dub style do disco "Brutal", também de 1986, excelente para amantes do reggae, dub e eletrônico. Diferente do som de alguns dos pioneiros do estilo, esse disco traz pouca crueza na sonoridade, implementando as versões dub de suas canções com elementos mais modernos da música eletrônica já visíveis no original "Brutal", dando inclusive um aspecto "dance" em algumas ocasiões, como na fantástica City Dub, que recomendo ao lado de Let Us Dub, Robbery Dub e a positivíssima Vision Of a Dub.

1. Let Us Dub
2. Dub In The Montain
3. Brutalize Me With Dub
4. City Dub
5. Dub You Haffe Dub
6. Robbery Dub
7. Uptown Dub
8. Vision Of a Dub
9. Dub It With You
10. Conviction Or a Dub

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Jefferson Airplane - Surrealistic Pillow (1967)

Lançado no ano de 1967, considerado por muitos com "o ano da psicodelia", Surrealistic Pillow é o segundo disco da banda Jefferson Airplane, e explora com maestria os campos mais profundos do rock psicodélico. Neste disco estão alguns dos grandes singles do JA, como "Somebody To Love" e "White Rabbit". A linguagem marcante da banda utilizada na composição de todas as canções marca a identidade sonora deste disco, resultando num excelente trabalho de rock com tendências experimentais em seu contexto.


1. She Has Funny Cars
2. Somebody To Love
3. My Best Friend
4. Today
5. Comin' Back To Me
6. 3/5 of a Mile in 10 Seconds
7. D.C.B.A. - 25
8. How Do You Feel
9. Embryonic Journey
10. White Rabbit
11. Plastic Fantastic Lover


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Jards Macalé (1972)


Toda a irreverência e peculiaridade do estilo de Jards são perfeitamente complementados pelo lendário guitarrista Lanny Gordin (que também gravou os baixos do disco) e pelo baterista Tuti Moreno. O álbum traz composições de Jards com Capinam, Waly Salomão, Duda e Torquato Neto além de composições de Gil e Luiz Melodia. Certamente Farinha do Desprezo está entre o melhor da produção artística pós-tropicália dos anos 70 no Brasil, e vale a pena conferir.

1. Farinha do Desprezo - (Jards Macalé/Capinam)
2. Revendo Amigos - (Jards Macalé/Waly Sailormoon)
3. Mal Secreto - (Jards Macalé/Waly Sailormoon)
4. 78 Rotações - (Jards Macalé/Capinam)
5. Movimento dos Barcos - (Jards Macalé/Capinam)
6. Meu Amor Me Agarra & Treme & Chora & Mata - (Jards Macalé/Capinam)
7. Let's Play That - (Jards Macalé/Torquato Neto)
8. Farrapo Humano - (Luiz Melodia)/A Morte - (Gilberto Gil)
9. Hotel Das Estrelas (Jards Macalé/Duda)

Charles Mingus - The Black Saint And The Sinner Lady (1963)

Nesse excelente álbum, o contrabaixista Charles Mingus mostra sua genialidade como compositor e arranjador, criando um álbum único que só poderia ter sido composto por ele, muito difícil de ser comparado e classificado. A suíte gira em torno de um tema central mas contém mudanças bruscas de estilo e sentimento que, invés de criarem uma sensação de estranhamento, fortalecem as partes que estão por vir, engrandecendo a obra como um todo. Na opinião de muitos criticos e ouvintes (minha inclusive), esse é o melhor álbum de Mingus.

01 "Track A — Solo Dancer" –6:20"Stop! Look! and Listen, Sinner Jim Whitney!"
02 "Track B — Duet Solo Dancers" –6:25"Hearts' Beat and Shades in Physical Embraces"
03 "Track C — Group Dancers" –7:00"(Soul Fusion) Freewoman and Oh, This Freedom's Slave Cries"
04 –17:52
"Mode D — Trio and Group Dancers""Stop! Look! and Sing Songs of Revolutions!"
"Mode E — Single Solos and Group Dance""Saint and Sinner Join in Merriment on Battle Front"
"Mode F — Group and Solo Dance""Of Love, Pain, and Passioned Revolt, then Farewell, My Beloved, 'til It's Freedom Day"

Charles Mingus — bass, piano, leader
Jerome Richardson — soprano, baritone saxophones, flute
Charlie Mariano — alto saxophone
Dick Hafer — tenor saxophone, flute
Rolf Ericson — trumpet
Richard Williams — trumpet
Quentin Jackson — trombone
Don Butterfield — tuba, contrabass trombone
Jaki Byard — piano
Jay Berliner — acoustic guitar
Dannie Richmond — drums

Jackson do Pandeiro - Sua Majestade o Rei do Ritmo (1960)


O artista paraibano dispensa comentários, e assim como Luiz Gonzaga, foi um dos principais difusores da cultura nordestina pelo Brasil afora. Sua divisão ritmica ao cantar e destreza ao interpretar influenciou toda a geração da Tropicália, por exemplo. Noto essa infuência sobretudo em composições de Gil no que diz respeito à sua divisão rítmica. Uma música desse disco que me chama a atenção é a faixa "Falsa Patroa" onde o rei do ritmo interpreta um belo samba.



1. Forró em Caruaru - (Ze Dantas)
2. Cabo Tenório - (Rosil Cavalcanti)
3. O Canto da Ema - (João doVale - Alventino Cavalcanti - Ayres Vianna)
4. Sebastiana - (Rosil Cavalcanti)
5. Cremilda - (Edgar Ferreira)
6. Coco de Improviso - (Alventino Cavalcanti - Edson Menezes - Jackson do Pandeiro)
7. Xote de Copacabana - (José Gomes)
8. A Mulher do Aníbal - (N. de Paula - Genival Macêdo)
9. 1x1 - (Edgar Ferreira)
10. Coco Social - (Rosil Cavalcanti)
11. Falsa Patroa - (Geraldo Jacques - Isaías de Freitas)
12. O Crime Não Compensa - (Eleno Clemente - Genival Macêdo)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Can - Future Days (1973)

O Can surgiu no final dos anos 60 na alemanha, em meio a cena do krautrock, misturando influencias do rock progressivo, do rock experimental e da música erudita contemporânea (dois dos integrantes da banda foram alunos do compositor alemão Karlheinz Stockhausen).
Em Future Days a banda foge um pouco da sonoridade pela qual ficou consagrada com o álbum Tago Mago, partindo para algo menos agressivo e impactante, mas não menos criativo e sublime. Future Days é, em minha opinião, o álbum mais completo dessa excelente banda: são apenas quatro faixas que originam uma imensa tensão que, invés de ser liberada em gritos e ataques de guitarra, como era costume no rock, fica sempre contida e remoendo a si mesma. Um dos meus álbuns favoritos de rock, vale a pena ouvir com atenção.

Lado A
"Future Days" – 9:30
"Spray" – 8:29
"Moonshake" – 3:04

Lado B
"Bel Air" – 19:52

Holger Czukay – bass, double bass
Michael Karoli – guitar, violin
Jaki Liebezeit – drums, percussion
Irmin Schmidt – keyboards, synthesizers
Damo Suzuki – vocals, percussion

Freddie Hubbard & Oscar Peterson - Face to Face (1982)


A união do inconfundível trompete de Freddie Hubbard e o piano de Oscar Peterson deu origem a uma sonoridade cheia de detalhes e beleza. O disco começa com a clássica All Blues, de Miles Davis, e traz tambem Thermo de Hubbard, e Tippin' de Oscar Peterson. A atuação de Martim Drew na bateria é fantástica, sobretudo na maravilhosa Thermo. A dupla obtem um perfeito entrosamento e um som tão blues quanto repleto de virtuosidade.

1. All Blues 13:53 (Miles Davis)
2. Thermo 8:19 (Freddie Hubbard)
3. Weaver of Dreans 8:27 (Elliot-Young)
4. Portrait of Jennie 6:49 (Robinson-Burge)
5. Tippin' 6:57 (Oscar Peterson)

Freddie Hubbard - Trumpet
Oscar Peterson - Piano
Joe Pass - Guitar
Niels-Henning Ørsted Pedersen - Bass
Martim Drew - Drums

Massilia Sound System - Oai E Libertat (2007)

O último trabalho lançado dos franceses do Massilia Sound System traz uma grande mistura de influência de beats eletrônicos com linguagens de rap, reggae, dub e influências de partes diversas do mundo. Tradicionalmente envolvidos com as linguagens musicais jamaicanas, neste trabalho é perceptível como novos gêneros são incorporados, numa linha que segue os últimos álbuns da banda.

1. Massilia Fai Avans
2. Rendez-Vous à Marseille
3. Longue
4. Oai E Libertat (Tati N'Inja Reviendra)
5. Toujours (...et Toujours)
6. Micro Es Romput
7. Ton Balanlè
8. Marché du Soleil
9. À l'Agonie Part 2
10. Grand Tramblament
11. Dimanche aux Goudes
12. Laissa Nos Passar

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Les Cameleons - Todos (2001)

"Todos" é o quarto álbum da banda Les Cameleons. De destaque no cenário underground e alternativo europeu, a banda traz neste disco várias influências sob as linguagens centrais do punk rock e hardcore. Canções variadas trazem diferentes perfis, algumas mais voltadas ao punk, outras explorando as influências do ska, além da exploração máxima do naipe de metais, como em "Hatchi Lamuchi". O ritmo desenfreado marca a pegada. Quente pra burro.

1. Hace Calor
2. Todos
3. Cuidado
4. Je Ne Paie Pas
5. Encontrar
6. La Quemadura
7. La Maquina
8. Tengo Yo
9. La Cuenta
10. Hatchi Lamuchi
11. Santiago de Cuba
12. Tu L'As Vu
13. Apoil
14. La Madrilena
15. Seguire
16. Bonus Track: Arriba Banana

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Minas - Milton Nascimento (1975)


Milton Nascimento já havia causado uma forte impressão na MPB nos anos 60 com o seu Clube da Esquina, mas atingiu uma maior popularidade após esse álbum de 75. Minas é considerado um disco conceitual pela repetição do tema (derivado de uma melodia indígena), desse ponto de partida as letras e composições mantem uma continuidade e o resultado é um trabalho muito consistente, que deve ser ouvido de uma vez só (na minha opinião ele é ótimo para acompanhar viagens de carro).



1. Minas
2. Fé Cega, Faca Amolada
3. Beijo Partido
4. Saudade dos Aviões da Panair (Conversando no Bar)
5. Gran Circo
6. Ponta de Areia
7. Trastevere
8. Idolatrada
9. Leila (Venha Ser Feliz)
10. Paula e Bebeto
11. Simples
12. Norwegian Wood
13. Caso Você Queira Saber


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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mestre Ambrósio - Terceiro Samba (2001)

Terceiro Samba é o último disco da banda pernambucana Mestre Ambrósio. Grupo marcante do movimento mangue, enquanto os outros grupos da cena se guiavam por caminhos variados geralmente relacionados às influências do rock, do punk, do reggae e outros gêneros do mundo, Mestre Ambrósio se marca pela fidelidade aos ritmos e gêneros tradicionais pernambucanos, como o côco, os maracatus de baque virado e baque solto, ciranda e poesia cantada.
Num trabalho impecável de pesquisa e vivência, Terceiro Samba traz canções em ritmos variados, numa linha que tende mais à tradicionalidade que os outros discos (nos quais ainda se via um tanto presentes as guitarras, teclados e efeitos), explorando ritmos também além de Pernambuco, como o samba "Saudade". Como terceiro e último trabalho do grupo, vale a pena principalmente por ser um trabalho maduro e de alto nível dentro de sua proposta.

1. Caninana
2. Povo
3. Vida
4. Gavião
5. Coqueiros
6. Fera
7. Carneirinho
8. Saudade
9. Sóis
10. No Bojo da Macaíba
11.Espírito da Mata
12. Cabocla (Vinheta)
13. Mestre Guia
14. Lembrança de Folha Seca
15. Sóis (Marcha)

Mestre Ambrósio é (era):
Siba - Voz e rabeca
Eder "O" Rocha - Percussão
Helder Vasconcelos - Percussão e fole de oito baixos
Mazinho Lima - Baixo e triângulo
Sérgio Cassiano - Voz e percussão
Maurício Alves - Percussão

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Aracy Cortes, Clementina de Jesus, Conjunto Rosa de Ouro - Rosa de Ouro (1965)


"Entre os muitos acontecimentos ocorridos nos anos sessenta que mudariam a face da música popular brasileira, estão as produções de espetáculos que se tornaram antológicos, como o Opinião onde se fundia a música urbana da zona sul carioca com Nara Leão, o samba de Zé Kéti e a música nordestina representada por João do Vale. Num outro momento tínhamos um grupo de artistas que se confraternizavam em pequenas apresentações no bar Zicartola, de propriedade do sambista mangueirense Cartola e de onde sairiam novos talentos que ajudariam na maturação da música popular como o elemento cultural mais representativo daquele período. Dessas noitadas no Zicartola surgiu a idéia de se realizar um show onde essas novas promessas fossem apresentadas ao grande público juntamente com artistas já consagrados, nascia então o projeto Rosa de Ouro idealizado por Hermínio Bello de Carvalho. Estreando em 1965 no Teatro Jovem o espetáculo Rosa de Ouro visava principalmente apresentar toda a verdadeira grandeza do samba de morro em sua manifestação mais pura. O show começava com cinco sambistas, todos vestidos de branco, usando cada um na gravata a cor de sua escola de samba. Num cenário no qual aparecia uma pequena mesa de bar, os artistas iam cantando e se identificando junto à platéia. Eram eles: Elton Medeiros, da Escola de Samba Unidos de Lucas; Jair do Cavaquinho, da Portela; Anescar, do Salgueiro; Nelson Sargento, da Mangueira e ainda da Portela o garoto Paulinho da Viola em início de carreira. No elenco ainda tínhamos a veterana Aracy Cortes, artista que reinara absoluta no palco dos teatros da Praça Tiradentes nas décadas de vinte e trinta e que retornava as apresentações públicas depois de um longo afastamento. Porem o acontecimento mais importante do Rosa de Ouro, foi ter revelado para o Brasil uma grande intérprete recentemente descoberta por Hermínio Bello de Carvalho e que iria revolucionar os conceitos interpretativos tradicionais do samba, mostrando toda uma cadência impregnada de pureza e plena identificação com suas raízes africanas, seu nome, Clementina de Jesus. O espetáculo ficou vários meses em cartaz no Rio e em São Paulo, onde alcançou também enorme sucesso. Tão vitorioso que dois anos depois, em 1967 retornava ao palco do Teatro Jovem com os mesmos artistas, fazendo outra temporada em São Paulo e na Bahia, onde se apresentaram no Teatro Castro Alves com o êxito de sempre. No intuito de deixar registrada para a posteridade uma página tão importante da música popular brasileira a Odeon lançou ainda em 1965 um LP contendo os melhores momentos do show, onde podemos apreciar a performance de um Paulinho da Viola estreando timidamente e já demonstrando todo o vigor de seu talento, Aracy Cortes em impressionantes interpretações como em Ai ioiô, de Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto, música essa que foi o primeiro samba canção brasileiro e por ela gravada em 1929 na Parlophon, Rouxinóis, de Lamartine Babo e o clássico Jura, de Sinhô, por ela também gravada em 1930. Outro momento fabuloso são as interpretações de Clementina de Jesus, em Benguelê, Boi não berra, Siá Maria Rebolo e Maparema, canções de origem folclórica, que são precedidas por Clemetina, cadê voce? de Elton Medeiros que o grupo de sambistas canta chamando a rainha negra para o palco. Reviver esses momentos do Rosa de Ouro é poder verificar a verdadeira música popular, num momento histórico em que buscava reafirmar sua tradição através de um processo de resistência cultural que iria marcar profundamente os novos rumos que seriam por ela percorridos, e que seriam fundamentais para sua afirmação como um dos elos mais importantes da formação de nossa nacionalidade. É importante salientar que a segunda temporada do Rosa de Ouro em 1967 também foi agraciado com um LP novamente gravado na Odeon, confirmando a qualidade e a perenidade do espetáculo."

(Luiz Américo Lisboa Junior)

Clementina de Jesus (1966)


Clementina de Jesus da Silva (Marquês de Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987) . Também era conhecida como Tina ou Quelé. Nascida no interior do estado do Rio, mudou-se com a família para a capital do estado, radicando-se no bairro de Osvaldo Cruz. Lá presenciou o surgimento e crescimento da escola de samba Portela, freqüentando desde cedo as rodas de samba da região. Nos anos quarenta se casou e se mudou para o bairro Mangueira.Foi empregada doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963. Desde então gravou discos repletos de músicas folclóricas, como sambas, cantos de trabalho etc., recuperando a memória da conexão afro-brasileira. Sua voz não obedece aos padrões estéticos, porém impressiona, com um timbre muito grave. Esse disco vem com sambas lindíssimos, com destaques para as jóias"Barracão é Seu", "Coleção de Passarinhos", "Orgulho, Hipocrisia", "Essa Melodia" e o famoso "Cangoma Me Chamou". Disco imperdível.

Egberto Gismonti - Trem Caipira (1985)


Egberto Gismonti é um dos grandes virtuoses da música popular brasileira, tendo estudado piano, violão, clarinete, flauta e música dodecafônica, além de flertar com os mais diversos estilos: do jazz à música erudita contemporânea à música eletrônica.
Em Trem Caipira, Egberto recria composições de Heitor Villa-Lobos buscando, mais do que apenas interpretá-las a sua maneira, inseri-las num contexto diferente, experimentando com diversos estilos e instrumentos.
A instrumentação inclui samples, 13 tipos diferentes de sintetizadores, instrumentos regionais, flauta, sax, violoncelo (pelo grande Jacques Morelembaum) e uma orquestra. Destaque para o quase synthpop de Cantiga e para as belíssimas interpretações de Bachiana No.5 e Prelúdio.

01 O Trenzinho Do Caipira
02 Dansa
03 Bachiana No.5
04 Desejo
05 Cantiga
06 Canção do Carreiro
07 Prelúdio
08 Pobre Cega

Nivaldo Correa – Saxofone Soprano
Bernard Wistraete – Flautas
Jacques Morelembaum – Violoncelo
Gungao – Kalimba
Pita Filomena – Assoviador
Alexandre do Bico – Flautinha do Chaplin
Ge Mima – Xilofone
Bibi Roca – Bateria
Orquestra Transarmonica D’Amla de Omrac

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Thelonious Monk - Brilliant Corners (1956)


Monk apresenta sua banda com ninguem menos que Sonny Rollins no sax tenor, Max Roach na bateria e Oscar Pettiford no contrabaixo. A música Brilliant Corners levou mais de 20 takes para conseguir ser gravada, e mesmo assim precisou de um frankstein entre as versões para fazer a que Monk queria. A gravação deste disco de Ba-lue Bolivar Ba-lues-are tambem é especial, os musicos deslancharam nos improvisos e fizeram 13 minutos de som.

01 . Brilliant Corners
02 . Ba-lue Bolivar Ba-lues-are
03 . Pannonica”
04 . I Surrender, Dear
05 . Bemsha Swing

Thelonious Monk - Piano, Celesta
Sonny Rollins - Sax. Tenor
Ernie Henry - Sax. Alto (faixas 1- 4)
Oscar Pettiford - Baixo Acustico (faixas 1-4)
Max Roach - Bateria, Tímpano
Clark Terry - Trompete (faixa 5)
Paul Chambers - Baixo (faixa 5)

Béla Fleck and the Flecktones - The Hidden Land (2006)


Béla Fleck and the Flecktones mistura influências de bluegrass e jazz, com pitadas de fusion, o resultado é um som denominado livremente de "blu-bop". A banda conta com Victor Wooten no seu ótimo baixo, seu excêntrico irmão, Roy "Future Man" Wooten, com seus instrumentos de percursão de fabricação própria e o poderoso multi-instrumentista. Esse álbum se foca mais em jazz do que outros trabalhos que valorizam a pegada bluegrass do banjo de Béla Fleck que ainda esta presente.Uma boa maneira de se entrar em contato com o som criado pela banda.




Fugue from Prelude/Fugue No. 20 in a Minor

P'lod in the House

Rococo

Labyrinth

Kaleidoscope

Who's Got Three?

Weed Whacker

Couch Potato

Chennai

Subterfuge

Interlude

Misunderstood

Whistle Tune



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Mano Negra - Puta's Fever (1989)

Neste segundo álbum o grupo Mano Negra traz composições mais amplas em termos de exploração de influências, se comparado ao primogênito "Patchanka" (1988), que apesar de tudo também se destaca na multiplicidade de linguagens exploradas.
Puta's Fever traz em seu caldo variadas influências, dentre as quais identificamos com destaque o rap, reggae, punk rock, hardcore, elementos eletrônicos bem rústicos (como a bateria eletrônica em algumas faixas), trazendo marcante um quê de anos 80. Influências multi-culturais, de música latina, européia, árabe e mais também estão presentes.
Repleto de críticas, humor e fusão cultural por rock simples, Mano Negra tem o espírito punk na essência de seu trabalho, que é destacado internacionalmente pela capacidade de fundir linguagens de diversas partes do mundo, num som de altíssima energia. Num gênero de difícil definição, o som do Mano Negra é geralmente enquadrado como "mestizo" ou "patchanka". Acima de qualquer coisa, é música do mundo e para o mundo.

1. Mano Negra
2. Rock 'N' Roll Band
3. King Kong Five
4. Soledad
5. Sibi 'H' Bibi
6. The Rebel Spell
7. Peligro
8. Paz Assez de Toi
9. Magic Dice
10. Mad House
11. Guayaquil City
12. Voodoo
13. Patchanka
14. La Rançon Du Succès
15. The Devil's Call
16. Roger Cageot
17. El Sur
18. Patchuko Hop

Mano Negra é:
Oscar Tramor (Manuel Chao) - Vocais e Guitarra
Tonio Del Borño (Antoine Chao) - Trumpete e Vocais
Santi El Águila (Santiago Casariego) - Bateria e Vocais
Garbancito (Philipe Teboul) - Percussão e Vocais
Roger Cageot (Daniel Jamet) - Guitarra e Vocais
Jo (Joseph Dahan) - Baixo e Vocais
Helmut Krumar (Thomas Darnal) - Teclados e Vocais
Krøpöl 1er (Pierre Gauthé) - Trombone e Vocais

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Sun Ra - Live At Montreux (1978)

Álbum duplo de Sun e sua Arkestra gravado ao vivo, no Festival de Montreaux, em 78. Um álbum repleto de loucura vinda diretamente de Saturno (planeta de onde Sun Ra, desde os anos 40, dizia ter vindo)! Além dessa viagem, aqui você encontrará temas de Ra dos anos 50, como "El is the Sound of Joy" e "Lights On a Satellite", bem como sua canção dos anos 60 We Travel The Spaceways". Um belo disco ao vivo. Talvez assuste um pouco!

Sun Ra-piano, solar organ, Moog syntetizer
Ahmed Abdullah-trompete
Chris Capers-trompete
Al Evans-flugel horn
Craig Harris-trombone
Vincent Chancey-french horn
Reggie Hudgins-soprano sax
Marshall Allen-alto sax, flute
Danny Davis-alto sax, flute
John Gilmore-tenor sax, percussion
Pat Patrick-baritone sax, flute
Danny Thompson-baritone sax, flute
Eloe Omoe-bass clarinet, flute
James Jacson-basson, flute, Ancient Egyptian Infinity Drum
Tony Bunn-eletric bass
Hayes Burnett-bass
Clifford Jarvis-drums
Larry Bright-drums
Stanley Morgan (Atakatune)-congas
June Tyson-vocal
Judith Holton-dance
Cheryl Banks-dance
Live at Montreux Festival, Montreux, Switzerland
___________________________________
Faixas:
01. For The Sunrise (2:00)
02. Of The Other Tomorrow (7:40)
03. From Out Where Others Dwell (8:06)
04. On Sound Infinity Spheres (9:56)
05. The House Of Eternal Being (9:04)
06. Gods Of The Thunder Realm (4:46)
07. Lights On A Satellite (7:42)
08. Piano Intro (3:49)
09. Take The A Train (7:47)
10. Prelude (3:13)
11. El Is The Sound Of Joy (8:53)
12. Encore 1 (1:36)
13. Encore 2 (1:36)
14. We Travel The Spaceways (4:12)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Astor Piazzolla - Libertango (1974)


Trabalho lindo do mestre Astor Piazzolla, Libertango explora os limites do tango, chegando a alcançar o jazz e até uma sonoridade de rock. Por causa desta forma visionária de se compor tango, Piazzolla chegou a ser alvo de muitas críticas em seu país, mas, na música, o pessoal sempre acaba se dividindo entre tradição e inovação. O que nós, meros ouvintes fazemos? Simplesmente deixar entrar o que é bom de cada corrente musical. Se você quer ouvir tango, nada mais nada menos que tango, este com certeza não é o disco certo para se baixar, mas de qualquer forma trata-se de uma eterna obra de arte. Lindo.
Faixas:
1. Libertango
2. Meditango
3. Undertango
4. Adios Nonino
5. Violentantgo
6. Novitango
7. Amelitango
8. Tristango
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Cartola (1976)


Segundo disco de Cartola, lançado pelo selo Marcus Pereira, em 1976. Foi um sucesso de crítica, o que não é de se espantar, pois o disco traz, entre outros sambas, "As Rosas Não Falam" e "O Mundo É Um Moinho" (gravação acompanhada ao violão do Guinga), que são obras-primas da música popular, além disso, temos "Minha", "Sala de Recepção", "Aconteceu", "Sei Chorar", "Cordas de Aço" e "Ensaboa".
Faixas

1. O mundo é um moinho
2. Minha
3. Sala de recepção
4. Não posso viver sem ela
5. Preciso me encontrar
6. Peito vazio
7. Aconteceu
8. As rosas não falam
9. Sei chorar
10. Ensaboa
11. Senhora tentação
12. Cordas de aço

Augustus Pablo - Earth's Rightful Ruler (1983)

Este álbum traz algumas canções inesquecíveis do mestre da melódica Augustus Pablo. Jamaicano envolvido desde os princípios com as movimentações do dub e do reggae na ilha, este trabalho traz canções diretamente conectadas com a cultura rastafári, várias delas completamente instrumentais, nas quais Pablo destaca sua habilidade no manejo da melódica e do sentimento. Reggae roots de primeira, destaque para "Rastafari Tradition", "Java" e "Lightning And Thunder".



1. Earth's Rightful Ruler
2. King Alpha And Queen Omega
3. Jah Love Endureth
4. Rastafari Tradition
5. Zion Hill
6. Java
7. Lightning And Thunder
8. Israel School Yard
9. City Of David
10. Musical Changes

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Airto Moreira - Virgin Land (1972)

Belo disco, com um som bem grooveado, uma mistura de música brasileira com funk e jazz. Além disso, há duas faixas compostas por Milcho Leviev, compositor búlgaro, nessas músicas podemos perceber uma influencia meio cigana, meio árabe, bem do leste do Mediterrâneo. Contamos aqui também com a presença da voz iluminada de Flora Purim. Muito som!


1 Stanley's tune
(Stanley Clarke)

2 Musikana
(Gabriel DeLorme)

3 Virgin Land
(Airto Moreira)

4 Peasant dance
(Milcho Leviev)

5 Lydian riff
(Milcho Leviev)

6 Hot sand
(Airto Moreira)

7 I don't have to do what I don't want to do
(Gabriel DeLorme - Airto Moreira)

Itamar Assumpção e Naná Vasconcelos - Isso vai dar repercurssão (2007)


Ultimo disco de itamar com outro grande da música brasileira, o percursionista internacionalmente reconhecido naná vasconcelos. O album junta dois expoentes da expressão negra brasileira em um moderníssimo album, arranjos simples e arrojados. As composições são de Itamar, mas em razão à morte do mesmo, o album foi concluido com arranjos de Paulo Lepetit. tambem participam Anelis Assumpção, Vange Milliet e Tata Fernandes cantando e Bocato no trombone. O CD é um resumo intenso das qualidades dos artistas.

1 Leonor
2 Cabelo Duro
3 Próxima Encarnação
4 Fim de Festa
5 Justo Você Berenice
6 Aculturado
7 Assim naná ensina

Mode Plagal - Mode Plagal III (2001)

Mode Plagal é um conjunto grego de música fusion, que vem neste seu terceiro disco em grande forma, mesclando sonoridades locais com influências de jazz, funk e outros. São 13 canções folclóricas, interpretadas (não-todas) pelas vozes das cantoras gregas Yiota Vei, Savina Yannatou, Eleni Tsaligopoulou e Theodosia Tsatsou. Um bom disco não somente enquanto world music, mas principalmente enquanto jazz-fusion.



1. A Night In Karpensia
2. Once, The Birds Confessed To Me
3. Deli Papas
4. Lerikos
5. Thracian Christmas Carols
6. Peristerouda
7. On Mavriano's Threshing Yard
8. Lads Across Your Neighborhood
9. Three Lads From Volos
10. Black Swallows
11. Lemnos
12. Little Moon
13. Demetro

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Duke Ellington, Charles Mingus & Max Roach - Money Jungle (1962)




A primeira surpresa desse disco é a sua formação. Duke Ellington surpreendeu o mundo do Jazz formando um trio com Charles Mingus e Max Roach, dois músicos que vieram da geração do bebop, tornando-se mais tarde precursores do free jazz, no início dos anos sessenta. Duke Ellington, músico que surgiu no swing dos anos trinta, foi uma espécie de pai de som para esses dois músicos, principalmente para Mingus, que tem em sua obra um claro diálogo com a obra de Duke. Além disso, o que você vai ouvir aqui é um som bem suave, agradável, apesar das harmoias complexas. Com composições lindas, a maioria de Duke Ellington, os três mestres criam uma sonoridade ímpar, mas muito bonita. Eu destacaria aqui todos os solos de piano de Duke e dois lindíssimos poemas musicais compostos por ele, as músicas "Fleurette Africaine" e "Solitude". Esse você não pode perder!

Charles Mingus - The Complete Town Hall Concert (1962)



Um maravilhoso disco ao vivo de Charles Mingus, com uma banda enorme, abençoada com grandes nomes, como o trompetista Clark Terryn, o saxofonista Eric Dolphin e, claro, o eterno Dannie Richmond na bateria. Aqui se encontram temas muito bem construídos, com arranjos surpreendentes, bem free jazz.. Talvez soe um pouco estranho, mas trata-se de um disco cheio de poesia, com destaques para a música Freedom, poema escrito por Mingus, contra o racismo, e para os trechos (únicos gravados com Mingus) de sua obra-prima "Epitaph" (uma das maiores peças de jazz já escritas, mais de duas horas de música). Também surpreendem os temas "My Search" e "Portrait" (música também gravada no disco "Mingus Plays Piano", sob o título de "Little Portrait"). Um disco fantástico de jazz, que se manteve esquecido por anos, só vindo ser descoberto em 1993.


Músicos:

(trompete) Snooky Young, Ernie Royal, Richard Williams, Clark Terryn, Eddie Armour, Lonnie Hillyer, Rolf Ericson
(trombone) Quentin Jackson, Britt Woodman, Jimmy Cleveland, Willie Dennis, Eddie Bert, Paul Faulise
(sax alto) Eric Dolphy, Charles McPherson, Charlie Mariano, Buddy Collette
(oboe) Romeo Penque
(sax tenor) Zoot Sims, George Berg
(sax barítono) Jerome Richardson, Pepper Adams
(clarineta baixo e clarineta) Danny Bank
(piano) Jaki Byard, Toshiko Akiyoshi
(guitarra) Les Spann
(baixo) Charles Mingus, Milt Hinton
(bateria) Dannie Richmond
(vibrafone, percussão) Warren Smith
(percussão) Grady Tate
(arr.) Melba Liston, Bob Hammer, Gene Roland


Faixas:

1. Freedom - Part One
2. Freedom - Part Two (aka Clark In The Dark)
3. Osmotin'
4. Epitaph - Part One
5. Peggy's Blue Skylight
6. Epitaph - Part Two
7. My Search
8. Portrait
9. Duke's Choice
10. Please Don't Come Back From The Moon
11. In A Mellotone
12. Epitaph - Part One (alternate take)

Beastie Boys - The Mix Up (2007)

O mais recente álbum dos Beastie Boys traz levadas pesadíssimas quando o quesito é groove. São 12 faixas instrumentais nas quais os três MC's mostram suas habilidades musicais, que já vinham se manifestando há muito em faixas espalhadas em outros discos. Auxiliados ainda por Alfredo Ortiz e pelo multi-instrumentista Mark Nishita, verdadeira entidade musical viva. A produção do disco e a direção de arte também são assinadas pelos Beastie Boys, e os resultados são impressionantes. Baixe, conheça, se gostar compre! Pérola digna de se ter em casa, seja no formato CD ou LP.
Para os mais acostumados com o rap insano ou as influências punk-hardcore, esse disco passa por caminhos um tanto distantes. Nestes instrumentais, as palavras de ordem são funk, psicodelia, experimentalismo e muito groove, percorrendo os ouvidos numa viagem intensa por marcantes brisas sonoras.

1. B For My Name
2. 14th St. Break
3. Suco de Tangerina
4. The Gala Event
5. Eletric Worm
6. Freaky Hijiki
7. Off The Grid
8. The Rat Cage
9. The Melee
10. Dramastically Different
11. The Cousin Of Death
12. The Kangaroo Rat

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Baden Powell e Vinicius de Moraes - Os Afro-Sambas (1966)

Considerado um dos mais importantes discos da música brasileira, os afro-sambas de Baden e Vincius sem dúvida são marcantes não somente no contexto em que foram criados e lançados mas até hoje, em termos culturais e musicais.
A influência das crenças de origem africana, candomblé e umbanda, explicitada nas homenagens a orixás nos títulos das músicas e expressada também nas idéias trazidas nas letras, se mescla às sonoridades do samba carioca, resultando num belo trabalho em termos melódicos, rítmicos, harmônicos e culturais.
Além do brilhante Baden Powell estourando a potência de suas cordas e do poeta Vinicius cantando, destacam-se também os arranjos e regência do genial compositor Guerra-Peixe e a participação vocal do grupo Quarteto em Cy.

1. Canto de Ossanha
2. Canto de Xangô
3. Bocochê
4. Canto de Iemanjá
5. Tempo de Amor
6. Canto do Caboclo Pedra Preta
7. Tristeza e Solidão
8. Lamento de Exú

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Spok Frevo Orquestra - Passo de Anjo (2004)

Embora o grupo tenha suas origens pelos idos de 1996, é de 2004 este lançamento marcante que traz releituras de antigos sucessos do frevo e algumas composições novas de Spok e João Lyra. Muito elogiado pela crítica, este álbum traz a linguagem do tradicional ritmo do frevo apresentada de forma intensa, de tirar o fôlego. Influências do jazz são nítidas, na estrutura dos arranjos e nos improvisos dos talentosos 18 jovens músicos que compõem a orquestra liderada pelo maestro Spok.

1. Passo de Anjo
2. Ponta de Lança
3. Nino, o Pernambuquinho
4. Ela Me Disse
5. Frevo da Luz
6. Mexe Com Tudo
7. Frevo Sanfonado
8. Nas Quebradas
9. Pontapé
10. Lágrima de Folião
11. Frevo Aberto

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Scientist - High Priest Of Dub (1982)

Scientist é uma das grandes figuras jamaicanas do dub, e traz neste disco algumas bases maravilhosas explorando os efeitos primordiais das máquinas e equipamentos eletrônicos utilizados manualmente na criação da música dub, grooveada e criativa na simplicidade. São 10 bases pesadíssimas, com beats de alto calibre. Excelente no conjunto e na unidade. Dou ainda destaque a "The Vatican", fantástica.

1. Hail Him In Dub
2. Gad Man The Prophet
3. Rueben First Born
4. Ethiopian High Priest
5. Repatriation Is A Must
6. Their Hands In Blood
7. The Vatican
8. The President
9. Forgive Them Oh Jah
10. Mass Murder & Corruption

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Dizzy Gillespie & Lalo Schifrin - Free Ride (1977)



Eis aqui uma boa oportunidade de ver Dizzy tocando seu trompete em uma base de fusion, mais especificamente em cima dos arranjos do tecladista belga Lalo Schifrin. A bateria e o baixo soam como uma banda de funk soul, no entanto a guitarrinha base de lalo puxa para um lado pop, lógico que sem se prender a isso em improvisos virtuosos. Temas quentes neste disco, destaque para "Unicorn" e "Wrong number".

1. Unicorn
2. Fire Dance
3. Incantation
4. Wrong Number
5. Free Ride
6. Ozone Madness
7. Love Poem For Donna
8. The Last Stroke Of Midnight



Electric Guitar – Wah Wah Watson, Ray Parker Jr. & Lee Ritenour

Bass – Wilton L. Felder

Drums – Edward Greene

Percussion – Paulinho da Costa

Piano & Fender Rhodes – Charles E. Spangler

Electronic Keyboards – Lalo Schifrin

Trumpet – Oscar Brashear & Jack H. Laubach

Trombone – Lew McCreary

Flute & Sax – James Horn

Sax – Ernest Watts

Harmonia Ensemble & Kocani Orkestar - Ulixes (2001)

Este encontro entre o grupo italiano de música de câmara Harmonia Ensemble e os macedônicos do Kocani Orkestar traz como resultado um fenomenal e grandioso trabalho instrumental sobre sonoridades tradicionais e folclóricas do Mediterrâneo, repleto de influências do Oriente Próximo. Compõe um belo trabalho, que não desaponta aos interessados e amantes da World Music em geral.

1. Ulixes
2. Polyphemus
3. Circe
4. Calypso
5. Hades
6. Sirene O Della Fantasia
7. Nausicaa
8. Me Qué, Telemachus Me Lé
9. Sweet Life
10. Nessiah

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Jefferson Airplane - Crown Of Creation (1968)

Lançado em 1968, quando o rock psicodélico estava em alta não somente nas ruas de São Francisco, mas já em outras grandes cidades dos Estados Unidos e do mundo, "Crown Of Creation" é o quarto disco da banda Jefferson Airplane, que se mostra aqui num perfil altamente experimental e por vezes misterioso, embalando sonoridades sinistras em certos pontos do disco, que apesar de tudo, destaca-se também como um magnífico disco de rock.

É importante ressaltar a especificidade desta banda no cenário do rock psicodélico, pois sua sonoridade alcança níveis tão intensos de linsergia que chego a considerá-la como possivelmente a única banda de rock genuinamente psicodélico. Opinião própria, mas considerem-na como uma recomendação absoluta sobre a banda e especialmente sobre este disco, especial em sua proposta que avança por caminhos mais obscuros das viagens de ácido que eram realizadas quase rotineiramente por estes seres.


1. Lather
2. In Time
3. Triad
4. Star Track
5. Share a Little Joke
6. Chushingura
7. If You Feel
8. Crown Of Creation
9. Ice Cream Phoenix
10. Greasy Heart
11. The House at Pooneil Corners

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Jefferson Airplane - After Bathing at Baxter's (1967)


Jefferson Airplane (que é uma gíria para a maneira de se fumar pontas de maconha) é uma banda pioneira de música psicodélica que participou do festival de Woodstock. Desde o seu surgimento e explosão na mídia em 66 a música amadureceu rapidamente para algo mais experimental apesar da forte pressão da gravadora RCA (subdivisão da Sony). Nesse álbum conceitual a banda encontra mais liberdade para experimentações com guitarras mais presentes e altas, e apesar do fracasso comercial o som psicodélico influenciado por LSD ecoaria por todo o mundo, seja pela divisao em suites ou pelos duetos marcantes do forte vocal de Grace Slick e Marty Balin.


Lado A

1)Streetmasse - 9:41
The Ballad of You & Me & Pooneil
A Small Package of Value Will Come to You, Shortly
Young Girl Sunday Blues

2)The War Is Over - 6:34
Martha
Wild Tyme

3)Hymn to an Older Generation - 6:41
The Last Wall of the Castle
rejoyce

Lado B

4)How Suite It Is - 12:23
Watch Her Ride
Spare Chaynge

5)Schizoforest Love Suite - 8:19
Two Heads
Won't You Try

Link, como de costume, in comments


Air - Moon Safari (1998)



O segundo Cd da banda eletrônica Air mostrou ao mundo as diversas influências que esses franceses se utilizam: a musica pop com sintetizadores, o progressivo, o krautrock, o psicodélico e arranjos em corda. O grupo usa de todos os recursos desses estilos na composição de seu eletrônico ambiente que realmente cria uma atmosfera única e envolvente em qualquer situação, que emana uma aura saudosa de algo que ainda estou por viver ou definir.

La Femme d'Argent

Sexy Boy

All I Need

Kelly, Watch The Stars

Talisman

Remember

You Make It Easy

Ce Matin La

New Star In The Sky (Chanson Pour Solal)

Le Voyage De Penelope


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sábado, 14 de fevereiro de 2009

The Skatalites - Hi-Bop Ska (1994)

Skatalites é banda consagrada que praticamente dispensa apresentações, mas vamos lá: Originais da Jamaica, embora seus membros já estivessem envolvidos na efervescência musical que começara uma década antes na ilha jamaicana, a banda lançou seu primeiro LP em 1964, intitulado "Ska Authentic". Verdadeiros precursores do ritmo, neste disco comemorativo de 30 anos do grupo os Skatalites trazem em sua melhor forma a essência do ska, com influências claras do jazz em fusão à ritmia intensa do Caribe. Longa vida ao ska!

1. Guns Of Navarone
2. Flowers For Albert
3. Ska Reggae Hi-Bop
4. You're Wondering Now
5. Everlasting Sound
6. African Freedom
7. Man In The Street
8. Split Personality
9. Renewal
10. Nelson's Song
11. Burru Style
12. Ska Ska Ska

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FATBACK BAND - LET'S DO IT AGAIN (1972)


Disco de estréia da banda de funk soul americana liderada pelo baterista Bill Curtis. O álbum conta com músicas de um funk limpo e bem esquematizado em todas as originais da banda, além de remontar 3 grandes clássicos do soul as reduzindo para suas raizes melodicas e retirando o excesso e melosidade. Esse álbum começou uma nova abordagem para o funk, mais "sequinha" (como a bateria de Bill Curtis) e dançante que geraria muitos frutos e prepararia o terreno para o estilo disco.

Street Dance

Free Form

Take a Ride (On the Soul Train)

Witchita Lineman

Let's Do It Again

Goin' to See My Baby

Give Me One More Chance

Green, Green Grass of home


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Frank Zappa - Hot Rats (1970)


Esse que é o primeiro trabalho solo do gênio Frank Zappa se joga no estilo que ocuparia a maior parte do seu tempo fora do Mothers, o jazz rock. O Álbum escapa em parte do estranhamento que o humor e criticas do Zappa em geral causam. Com a ajuda do multi-instrumentista Ian Underwood e do violinista Jean Luc Ponty ele criou um som novo que tornaria os anos 70 a era do fusion de todas as maneiras. Com certeza a música que merece mais atenção entre essas belas composições é Peaches en Regalia, que como o Zappa disse "não conheço ninguém que não goste". Modéstia a parte esse é um ótimo trabalho do Zappa e para se gostar de Zappa.



Peaches en Regalia

Willie the Pimp

Son of Mr. Green Genes

Little Umbrellas

The Gumbo Variations

It Must Be a Camel


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

The Daktaris - Soul Explosion (2007)



















"Este álbum é respeitosamente dedicado à memória de Fela Anikulapo Kuti, o 'Poderoso Chefão' do Afro-Beat."

Soul Explosion, esse presente dos Daktaris gravado em 2007 é um disco recheado. Carregado e leve, intenso e com pegada. O álbum é suíngue do começo ao fim, contando com canções cantadas tanto em inglês quanto em algum dialeto nigeriano, o que dá um gosto ainda melhor à essa mistureba de "funk, soul, afro-beat e mais!", como a própria capa do disco anuncia. Um disco onde não falta nada, preenchido de polirritimias dançantes, resultando em canções que sem sombra de dúvida reerguem Fela Kuti da tumba para levá-lo a pistas de dança encobertas por uma névoa formada pela poeira alta das savanas (para dançar inclusive uma composição de James Brown, a incrível Give It Up Turnit Loose).

Para quem gosta de Fela Kuti (ou mesmo para quem não), vai esse disco de seus conterrâneos, os Daktaris, "uma manada de duzentos Elefantes-Touros africanos marchando incansáveis em sua direção ao som da batida de Funky Drummer, do james Brown." Recomendo.



Faixas
1. Musicawi Silt
2. Musicawi Silt Part 2
3. Quiet Man Is Dead Mean
4. Modern Technology
5. Super Afro-Beat
6. Give It Up Turnit Loose
7. Eltshung Ibal Lasiti
8. Daktari Walk
9; Voodoo Soul Stew
10. Upside Down

Músicos:
Jo Jo Quo - Congas e Voz
Alaji Boniface Luremi - Guitarra Base
G. G. Vikey - Guitarra Tenor
Olu "Rocksteady" Owudemi - Bateria
Clement Apaokagi - Baixo
Joe Hrbeck - Sax Alto
Femi "Dokita" Doolittle - Sax Barítono
Neal Pawley - Trombone
Alaji Milificient Agbede - Trompete
Azouhouni Adou - Teclado
Idowu Perkins - Chocalho
Adrian Bako - Sax Tenor
Martin Ogbene - Flauta
Gbenro "Mr Icee" Fekeye - Clarinete, Escaleta e Xilofone

Max Roach - Members, Don't Git Weary (1968)


Quinteto liderado pelo baterista Max Roach toca belíssimas composições do mesmo, com uma liga fortíssima entre baixo e bateria. Enquanto outros jazzistas pioneiros do bebop se ampliavam nessa época ao incorporar o rock ou o funk em suas músicas, max roach seguiu na sua busca, que esta entre uma jazzera visceral e o que os considerados avant gardge faziam. de uma música muito boa. O nome do album se deve a uma faixa com um vocal gospel de jazz por Andy Bey, mas de resto do album é instrumental.

1. Abstrutions
2. Libra
3. Effie
4. Equipoise
5. Members, Don't Git Weary
6. Absolutions

Max Roach - Drums
Gary Bartz - Sax alto
Charles Tolliver - Trompete
Stanley Cowell - Piano acustico e elétrico
Jymie Merritt - Baixo elétrico